7 Atitudes para Aliviar o “Fardo” da Maternidade

Tempo de leitura: 9 minutos

Ser pai ou mãe é algo incrivelmente maravilhoso! Ter a consciência de que possuímos em nossas mãos um pequeno ser indefeso, que depende de nós praticamente para tudo, mas que um dia se tornará um adulto e fará suas próprias escolhas, põe uma enorme responsabilidade sobre os nossos ombros. Antes de ter filhos, eu mal podia imaginar o quão maravilhoso seria! Mas também mal podia imaginar quanto isso mudaria minha vida para sempre.

Percebi com o tempo que a paternidade e a maternidade não são nada fáceis, especialmente nos dias atuais. Cada vez mais tenho notado que a autoridade dos pais é rebaixada pela mídia e pela sociedade, há muita informação sobre tudo e a informação chega tão rapidamente que fica até difícil distinguir o que é verdade do que não é. Além disso, o tempo é escasso e há muita coisa a fazer.

Há como escapar a isso? É possível encarar a paternidade e a maternidade como algo além de um pesado fardo?

Aprendi que muitas vezes somos nós mesmos que criamos problemas e tornamos a paternidade um “fardo” ainda mais pesado, cobrando-nos demais e chegando até mesmo a considerar que fracassamos como pais e mães.

Acredito que podemos assumir certas atitudes que nos permitam curtir mais os nossos filhos. Compartilho aqui sete dicas simples para aliviar o “fardo” da maternidade.

Evite comparações desnecessárias

Não se compare excessivamente com outras pessoas, buscando ser como elas ou ter a vida que elas têm. Às vezes, olhando de fora, podemos achar que tudo é lindo e maravilhoso na vida de uma família, porém não sabemos o que acontece nos bastidores.

Seguir bons exemplos é necessário, pois devemos buscar melhorar sempre. Contudo, quando nos esquecemos que cada pessoa é de um jeito (com seus defeitos, qualidades e aptidões), podemos cair no erro de nos cobrar tanto que acabamos desanimando…

Não estamos em uma disputa para saber quem é o melhor pai ou mãe do mundo! Basta que você seja o melhor pai ou mãe que o SEU filho poderia ter, levando em consideração suas aptidões e limitações.

Não dê ouvidos aos palpiteiros, escute os bons conselheiros

Evite dar muita atenção ao que dizem por aí em matéria de paternidade (opiniões e conselhos abundam, mesmo que não os tenhamos pedido), pois cada casa é um caso, cada família tem uma situação e cada pessoa é de um jeito!

Quando tive meu primeiro filho, eu não sabia nada sobre bebês ou criação de filhos; acabei acreditando e até me preocupando com muitas coisas que as pessoas diziam.  Ouvi uma enxurrada de comentários: “Ah, eu nunca gritei com meu filho”, “Devemos conseguir controlar nossas crianças!”, “Não tive dificuldades na criação de meus filhos!”, “Amamentei meus filhos até os 2 anos de idade ou mais”. Cheguei até a pensar que eu não tinha nascido para ser mãe! Pensar uma coisa dessas é com certeza tornar a maternidade um fardo pesadíssimo! Mas ouvi certa vez que não deveria dar muito ouvido nem aos elogios nem às críticas, pois os elogios podem nos deixar orgulhosos e impedir nosso crescimento e as críticas podem ser duras e exageradas e acabar nos desanimando.

Em contrapartida, conselhos dados por pessoas sinceras, humildes e honestas devem ser bem-vindos. Graças a Deus tenho algumas pessoas assim em minha vida; elas ouviram meus desabafos e, em vez de me recriminar, deram bons conselhos. Elas reconheceram suas próprias falhas e me ensinaram e me confortaram muito. Sou muito grata a elas por terem deixado o “fardo” mais leve. Então, procure pessoas assim, sinceras e bondosas, e evite as “perfeitinhas”, pois elas não são reais! Para estas, dê aquele sorrisinho amarelo enquanto deixa que suas palavras literalmente entrem por um ouvido e saiam pelo outro, caso não seja possível evitá-las por completo.  

Busque melhorar sempre

Ninguém é perfeito! Porém, em vez de ficarmos somente nos cobrando e nos sentindo péssimos pelos nossos erros, ou nos martirizando, achando que somos coitados ou vítimas de nossos filhos ou de nossa situação, paremos por um momento para refletir sobre nossa vida, sendo realmente honestos. Em que áreas podemos mudar ou melhorar (organização pessoal, auto-disciplina, formação para a educação dos filhos etc.)? Podemos pedir conselhos e buscar bons exemplos, como expliquei nos tópicos anteriores. E ainda assim nunca chegaremos a um ponto em que diremos: “Agora sim, não preciso melhorar mais nada”!

Ao longo desses 6 anos em que sou mãe e a cada novo filho que chega, tenho aprendido muito. Descobri novas limitações minhas e também novas aptidões. Mas ainda tenho muito a melhorar. Preciso fazer constantes alterações na rotina de nossa família (pois a cada nova fase de cada criança algo tem de ser ajustado), estou aprendendo a cuidar melhor dos meus filhos, estou buscando ter mais paciência e organizar melhor meu tempo… Percebo também que preciso me empenhar mais para aplicar em minha vida o que tenho aprendido sobre criação de filhos. A lista de melhorias a serem feitas em mim é imensa!

Tenho refletido sobre minha vida e costumo pedir conselhos a pessoas queridas – como a esposa de meu pastor, uma senhora que criou 5 filhos (todos bons exemplos de pessoas, bem educados) -, que me amparam, me ouvem, me aconselham. Também peço ajuda ao meu marido, tentamos conversar e dividir as tarefas em casa, pois fazer tudo sozinha é realmente impossível! E repasso constantemente esta lista de dicas que estou compartilhando com vocês aqui, analisando o que estou fazendo e o que preciso retomar ou melhorar.

Aproveite bem seu tempo

A maioria das pessoas reclama pela falta de tempo em seu dia-a-dia. Reflita sobre o seu dia e comece a notar ou até a anotar quanto tempo você gasta com coisas realmente úteis e duradouras. Existem várias coisas desnecessárias que acabam sugando nosso tempo. No lugar delas poderíamos colocar outras realmente importantes, como: dar atenção aos nossos filhos (brincar com eles, praticar leitura em voz alta) ou até mesmo estudar para conhecer melhor nossas crianças e como funciona sua mente e comportamento – o blog Como Educar seus Filhos conta com muitos vídeos, artigos e indicações que vão lhe ajudar nisso.

Perde-se muito tempo em coisas geralmente inúteis nas redes sociais e na televisão. Pense nisso!

Crie uma rotina

Crie uma rotina para a sua família! Analise sua vida, seu dia-a-dia e as tarefas e compromissos da família e crie uma rotina. Essa rotina não será algo que lhe prenderá. Pelo contrário, ela lhe dará liberdade para incluir ou excluir coisas de sua vida diária e você conseguirá aproveitar melhor o tempo, além de evitar o estresse, pois ficará mais fácil saber se a birra de seu filho é causada por algo como fome ou sono.

Foi adotando uma rotina que conseguimos atender melhor às necessidades de nossos filhos. Com uma rotina acabamos aprendendo mais sobre nossas crianças e seus sinais de cansaço e até sobre o horário em que estão mais dispostas para a prática de leitura em voz alta, de atividades de psicomotricidade e de exercícios para o treino de habilidades necessárias à leitura e à escrita. Falarei mais sobre a rotina em meu próximo artigo.

Descanse!

Trata-se de uma área que tem sido muito negligenciada. A falta de descanso causa grandes estragos. Se estamos cansados, acabamos magoando as pessoas que estão mais próximas de nós, que amamos. O cansaço leva-nos a perder a paciência com nossos filhos quando, muitas vezes, eles só desejam receber um pouco de atenção e carinho. Como resultado, terminamos nos considerando os piores pais do mundo.

Assuma seus erros

Não tenha medo de mostrar a seus filhos que você também erra. Peça perdão quando isso acontecer. Isso também servirá de exemplo para eles. Eu já pedi perdão aos meus filhos por ter sido dura demais com eles, por ter falado algo que não deveria ter dito, por perder o controle, por cobrar algo deles que nem eu mesma conseguiria fazer, por ter sido injusta…

Constantemente meus filhos me ensinam algo, como quando perguntam: “Mamãe, por que você está brigando com o papai e eu não posso brigar com minhas irmãs e meus amigos?” ou “Mamãe, porque você não me ajuda a guardar os brinquedos? Você sempre diz que devemos ajudar as pessoas…”. Muitas vezes deparei com pais e mães que se faziam de perfeitos na frente dos filhos. Os resultados que presenciei foram: 1) crianças que também não assumem as próprias falhas e tentam ser perfeitas na frente de seus pais e de outras pessoas (muitas vezes à custa de mentiras e fingimento) e 2) crianças decepcionadas ao descobrir que seus pais não são tudo aquilo que prometeram ou fingiram ser.

E nunca se esqueça: temos bons dias, porém os maus dias também virão. Nessas ocasiões lembre-se apenas de que amanhã será outro dia.

Ser pai ou mãe é uma grande e maravilhosa aventura, repleta de novos desafios e descobertas! Não deixemos que pequenas coisas transformem essa aventura em um fardo pesado demais para ser carregado! A infância de nossos filhos não voltará jamais. Aproveite esses tempos preciosos, que breve acabarão.

O que tem transformado sua vida de pai ou mãe em um fardo? O que tem lhe impedido de se sentir feliz ou pleno(a) com seus filhos? Convido-o a fazer essa reflexão. Sinta-se à vontade para deixar sua opinião nos comentários.


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4 Comentários


  1. A paternidade têm sido um pesado fardo para mim e para minha esposa. Não temos vontade de ter um segundo filho pois nossa filha e’ extremamente desobediente, rebelde e intransigente. Ela têm apenas seis anos. Ela questiona e argumenta sobre tudo que decidimos e isto toma nossas energias de modo gigantesco. Trata-se de uma criança muito mimada pelos avós, têm ataques de birra como uma criança de três anos, nos testa e enfrenta o tempo todo. Estamos destroçados.

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    1. Querido, que triste saber que vcs ñ encontraram o equilíbrio em casa. É doloroso demais, já passamos por momentos assim, Deus que é o nosso socorro e amigos nos ajudaram muito.
      Espero que estejam melhores!
      Orando por vcs!

      Responder

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