Com Apenas 4 Anos de Idade, sua Filha Memorizou e Declamou um Livro Inteiro!

Tempo de leitura: 9 minutos

Ela abriu mão de ser professora de biologia para se tornar professora dos seus três filhos em casa! Veja neste último vídeo da nossa série de entrevistas como as atividades de pré-alfabetização mudaram a rotina da casa da Kelly Feitosa, aproximando pais e filhos. Mas o que é mais impressionante: sua filha Clarinha memorizou e declamou um livro inteiro aos 4 anos de idade! Assista e conheça esta história.

Neste vídeo o professor Carlos Nadalim conversa com uma aluna da 1a turma do curso Ensine seus Filhos a Ler, Kelly Feitosa. Ela é mãe de três crianças. Quando adquiriu o curso, ela estava preocupada com a alfabetização da Clarinha, uma menina que memorizou e declamou um livro inteiro de cor, com apenas 4 anos de idade.

Prof. Carlos Nadalim: Kelly, boa noite. Seja bem-vinda ao blog Como Educar seus Filhos.

Kelly Feitosa: Obrigada. É muito interessante isso que vocês estão fazendo, querendo saber o que realmente aconteceu após o curso. Já se passaram 2 anos que fiz o curso.

Prof. Carlos Nadalim: Você é mãe da Clarinha e tem mais dois filhos, certo?

Kelly Feitosa: Isso. Sou mãe da Clarinha, que tem 5, do Estevão, que tem 3, e do Tomás, que tem 1 aninho.

Prof. Carlos Nadalim: Na época em que você adquiriu o curso a Clarinha tinha 3 anos, certo?

Kelly Feitosa: Isso, certo.

Prof. Carlos Nadalim: De onde você fala?

Kelly Feitosa: Sou de São José dos Campos, interior de São Paulo.

Prof. Carlos Nadalim: E por que você decidiu alfabetizar a Clarinha em casa?

Kelly Feitosa: Sempre pensei que eu alfabetizaria meus filhos. Até então trabalhava como professora de Biologia, nada a ver com alfabetização. Mas, ao dar aulas, via a situação trágica das escolas, quase um conto grego. Vendo essa situação, ficava muito preocupada. Resolvi então refletir um pouco sobre minha vida e decidi abandonar o meu trabalho e ficar em casa com meus filhos. Sempre acompanhei o padre Paulo Ricardo, depois acabei chegando ao Olavo de Carvalho, por fim cheguei a você, bem no momento da saída do meu trabalho. Fiquei muito feliz e mandei ver nesse processo de alfabetização.

Prof. Carlos Nadalim: Qual foi o impacto que o curso causou na sua família?

Kelly Feitosa: Na verdade foram vários fatores. Eu não poderia dizer que foi apenas o curso. O nosso caso era de uma família em que a esposa estava deixando o trabalho para ser dona de casa, o que já causou um primeiro impacto. Depois achei seu curso e comentei com o Ronaldo, meu marido, que também ficou muito feliz com a idéia e quis se envolver. Houve uma união da família inteira naquele momento. Procuramos livros bons para comprar e ele cuidou da parte da psicomotricidade – formulou brincadeiras, “olimpíadas do papai”, as crianças adoram, estão brincando neste momento. Esses fatores acabaram nos aproximando muito e fizeram com que fôssemos muito mais felizes.

Prof. Carlos Nadalim: Então quer dizer que, diante da quantidade de atividades do curso, vocês começaram a distribuir tarefas, criaram uma rotina em casa e isso alterou de certa maneira o dia-a-dia das crianças?

Kelly Feitosa: Com certeza. O Ronaldo ficou com essa parte de trabalhar a coordenação motora, o que ele faz depois que chega do trabalho. E eu cuido do restante. Hoje em dia a Clara já está fazendo atividades de leitura. A rotina de casa mudou completamente – para melhor.

Prof. Carlos Nadalim: Kelly, eu acompanhei várias de suas publicações no Facebook e seu canal no YouTube – você tem vários vídeos disponíveis. Não vou falar sobre todos os vídeos, mas sobre um em particular, que é aquele em que a Clarinha simplesmente declama um livro inteiro: o “Pão, pão, pão”. Eu fiz um trabalho similar na escola Mundo do Balão Mágico, mas com crianças que na época tinham 7 anos. Eles declamaram o livro inteiro de cor, há até um vídeo na internet. Mas a Clarinha com 4 fez exatamente a mesma coisa. Como isso aconteceu?

Kelly Feitosa: Eu criei um hábito de ler muito para eles. Se é um livro de que ela gosta, ela pede para ler de novo e de novo. Eu não sei dizer quantas vezes eu li o livro. E aquele livro também vem com um CD musical, que ela acompanhou algumas vezes. Eu mesma me surpreendi porque eu não o li tantas vezes assim, talvez umas 5 vezes, e ela ouviu o áudio. Descobri que ela havia memorizado porque ela estava sentada no sofazinho, pegou o livro e começou a “lê-lo”. Começou a falar e virava as páginas na parte certinha. E eu fiquei vendo até que percebi que a Clarinha tinha memorizado o livro. E resolvi filmá-la. Eu me surpreendi ao ver que ela tinha memorizado o livro todo. E depois desse livro aconteceram outras coisas; há várias outras histórias.

Prof. Carlos Nadalim: Essa prática da memorização surgiu com as atividades do curso?

Kelly Feitosa: Sim. Porém, antes do curso, a Clara já tinha uma predisposição. Ela começou a falar com 7 meses. Então, naturalmente, sem pensar que uma criança de 3 anos poderia memorizar alguma coisa – eu não sabia disso antes de fazer seu curso –, eu via que ela memorizava. Mas achava meio estranho, nunca tinha refletido sobre o assunto. Quando ela tinha pouco mais de 2 anos, li para ela poesias de um livro de uma coleção do Itaú, “Poesia na varanda”. Li tantas vezes que ela memorizou. Mas eu não sabia da importância disso, eu achava um tanto estranho.

Prof. Carlos Nadalim: E hoje é algo muito natural na sua casa, não é?

Kelly Feitosa: Exatamente. A gente ouve muito as historinhas da coleção Disquinho no carro, a coleção é muito boa. Ela memorizou a história “Soldadinho de chumbo” inteira.

Prof. Carlos Nadalim: E com relação à leitura? A Clarinha hoje já é capaz de ler o que exatamente?

Kelly Feitosa: A Clara já lê todas as palavrinhas formadas apenas por vogais (“ai”, “oi”, “eu”) com tranqüilidade. Mas quando começo a introduzir consoantes ela demora um pouco mais. Ela faz a conexão da sílaba pelo método fônico. Ela lê palavras e pequenas frases também. Mas ainda está no início.

Prof. Carlos Nadalim: Está no processo de decodificação ainda.

Kelly Feitosa: Exatamente.

Prof. Carlos Nadalim: Ela ainda não reconhece automaticamente as palavras.

Kelly Feitosa: Não, ainda não reconhece. Ela reproduz o som e depois repete a palavra para confirmar se é aquilo mesmo.

Prof. Carlos Nadalim: Com essa idade, você pode ficar tranqüila porque está excelente. Você tem algum exemplo de palavras que ela lê para mostrar para a gente?

Kelly Feitosa: Fiz até uma listinha que a gente trabalhou ontem aqui. Primeiro palavrinhas com vogais (“au”, “ai”, “ou”, “eu”, “oi” etc.), algumas sílabas com sons mais fáceis (“ju”, “jão”, “ma”, “me”, “mi” etc.) e até frases ela já consegue ler também (“A vovó já veio”).

Prof. Carlos Nadalim: Na época, você adquiriu o curso pensando na Clarinha. Mas hoje você está aproveitando os conteúdos do curso para aplicar também com seus outros filhos?

Kelly Feitosa: Sim, com certeza. O Estevão aprendeu por tabela. Na época em que eu fiz o curso ele tinha 1 ano e 9 meses. A distração dele hoje é “ler” livros, ele é aquele garotinho que pega os livros e se assenta para “ler”. O Tomás ainda é muito novinho, só tem 1 aninho, mas eu tenho até medo de pensar no que vai dar, porque ele fica acompanhando os outros dois. A Clara acabou sendo minha cobaia. Agora certamente poderei ensiná-los com muito mais segurança.

Prof. Carlos Nadalim: Para terminar nosso bate-papo, eu gostaria que você deixasse para os pais uma dica que você extraiu do curso ou de toda essa experiência que você teve no campo da alfabetização.

Kelly Feitosa: É engraçado que as pessoas acabam me chamando de corajosa, por eu ter três crianças e educá-las em casa. Queria dizer que é possível. Quando iniciei as atividades do seu curso, fiquei preocupadíssima, achando que não iria dar conta. Mas, como você disse, quando a criança está em casa e o ensino é individualizado, tudo acontece muito rápido. Portanto, é possível sim. Na minha casa tudo acontece no período da manhã. Eu tomo café e depois gasto apenas 10 minutos para ler uma história. Passamos 40 minutos fazendo as atividades. E se algum dia não temos todo esse tempo, tudo bem. É um esforço a mais que se faz, sem dúvida. Mas todo esse trabalho faz com que o amor na família aumente. Hoje eles também me vêem como a professora. Hoje a Clarinha perguntou para mim: “Você gosta da sua aluna?”. Eu respondi que gostava, quando dava aulas, pois pensei que ela estava falando da época em que eu trabalhava fora. E ela disse: “Não, dessa aluna que está perguntando para você”.

Prof. Carlos Nadalim: Kelly, muitíssimo obrigado por essa oportunidade de conversar com você mais uma vez – nós já conversamos outras vezes por Skype. Seu testemunho com certeza vai empolgar muitos pais que acompanham nosso trabalho no blog Como Educar seus Filhos.

Kelly Feitosa: Fico feliz e espero que isso aconteça mesmo.


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5 Comentários


  1. tenho uma filha de 3 anos e 8 meses e comecei a aplicar as atividades há 5 meses.
    Mudei a rotina de casa. Fiquei mais paciente, consegui entender mais minha filha e os problemas de comunicação que tínhamos.
    Não tinhamos rotina em casa e leitura era coisa sem método e sem repetitividade, além de não ter uma classificaçao na história a ser contada. Eu comprava livros na livraria achando que eram ótimos, quando na verdade eram pobres de palavras e de história.
    Com o curso eu aprendi a contar história. Hj minha filha já pede que eu faça leitura e por vezes ela pede que eu leia outro e mais outro.
    Poemas também entraram na nossa rotina.
    O livro Ou Isto ou Aquilo de Cecília Meireles é contado com frequência e ela já aprendeu muitos poemas. Algumas vezes eu pego uma surpresa nela errando algumas palavras do poema e imediatamente ela me corrige.
    Colar de carolina, eco, cavalinho branco, bailarina, jogo de bola, leilao de jardim, os carneirinhos, o mosquito escreve, as duas velhinhas, o vestido de laura, o menino dos ff e rr, a flor amarela…. Todos esses e outros mais que esqueci ela já me corrige quando “erro” alguma palavra.
    Não entrei ainda no final do modulo II mas ela já conhece ler algumas palavras.
    Ela estuda em uma escola tradicional aqui de Teresina. Há alguns dias eu estava fazendo a tarefa dela em casa e ela tinha que descrever um desenho (um menino e uma menina plantando flores) para eu escrever o que ela descrevia, saí para pegar um copo d’água e quando volto ela tinha escrevido a palavra “FLORES” da seguinte forma: FOLIS. (ela ainda fala r com som de l).
    Me impressionei porque eu ainda não sabia que ela ja conseguia codificar o que ela falava.
    Só tenho que agradecer ao curso, ao professor Carlos. Obrigado!

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