Como Conversar com Seu Filho sobre Fatos Passados

Tempo de leitura: 4 minutos

Neste vídeo vou ensinar um estilo de interação verbal muito proveitoso para você pôr em prática com seu filho de até 6 anos.

Neste vídeo vou ensinar a você um estilo de interação verbal que devemos adotar para auxiliar as crianças a se recordarem de eventos e experiências passados. Quantas vezes você já não saiu para passear com seu filho, voltou para casa e começou a conversar com ele para saber se ele se recordava dos principais detalhes do passeio? Várias vezes, não é mesmo? Mas em certos casos, se seu filho não se recordou dos detalhes, você ficou preocupado e começou a se questionar: Será que meu filho tem uma memória muito fraca? Será que posso ajudar meu filho a recordar-se de eventos passados? Afinal, o que eu posso fazer?

É claro que você pode ajudar seu filho a reter na memória os principais detalhes de eventos e experiências passados. A melhor forma para que isso aconteça é a repetição, ou seja, reviver na fala os detalhes de experiências passadas. Mas não pense que essa estratégia vale para quaisquer eventos. Não! Os eventos ou experiências passados precisam ser relevantes ou interessantes para seu filho.

Além da repetição, para que as crianças se recordem dos eventos passados, o estilo adotado pelos pais para reconstruir esses eventos é importantíssimo. Há basicamente dois estilos ou dois tipos de pais: os pais elaborativos e os pais repetitivos.

Os pais elaborativos são aqueles que constroem narrativas completas sobre experiências passadas com linha de tempo bem definidas. Já os pais repetitivos são aqueles que se concentram basicamente em pessoas ou coisas que consideram mais importantes ou relevantes em experiências ou eventos passados.

Além disso, os pais repetitivos costumam adotar um estilo inquisidor em que apresentam questionamentos constantes. Já os pais elaborativos travam diálogos mais interativos com seus filhos, pois estruturam a seqüência dos episódios por meio de um estilo mais descritivo e, à medida em que fazem isso, incentivam a criança a fazer parte do diálogo. Conseqüentemente, os filhos de pais elaborativos se recordam com mais facilidade de eventos e  experiências passados do que os filhos de pais repetitivos.

Isso quer dizer que filhos de pais elaborativos se recordam bem de episódios na seqüência correta e são capazes de descrevê-los com mais detalhes, empregando uma linguagem mais rica e mais coerente.

Veja o seguinte exemplo de interação verbal entre um pai elaborativo e seu filho. Suponhamos que a criança se aproxime do pai e diga:

O filho diz: Papai, cavalo branco!

O pai então pergunta:

Cavalo branco?

Sim, papai responde o filho o cavalo branco corre.

Ah, você está se referindo ao cavalo branco que vimos na fazenda de seu avô.

Isso, cavalo branco na fazenda.

Ah, muito bem. No último fim de semana fomos à fazenda de seu avô e ficamos hospedados numa casa muito bonita, eu, você e sua mãe. No domingo pela manhã acordamos, tomamos o café e depois saímos a caminhar pela fazenda.

É verdade, papai, eu quase caí.

Pois é, você tropeçou em uma pedra. Mas nós continuamos a caminhar e nos aproximamos de um curral.

Verdade, papai, um curral! E eu gritei.

Sim, você gritou muito alto e por causa do seu grito o cavalo branco que estava dentro do curral começou a correr.

É verdade, papai. O cavalo branco começou a correr…

Mas, e se esse pai fosse um pai repetitivo? Como teria sido a conversa?

Algo mais ou menos assim:

Filho, o que você viu na fazenda de seu avô?

O que, papai?

É, na fazenda do seu avô. No último fim de semana fomos à fazenda dele. O que você viu lá?

Ah, eu vi uma casa.

Não, na verdade quero saber qual animal você viu lá na casa do seu avô…

Ah, eu vi um cachorro…

Não, lá no curral da fazenda. O que você viu?

Finalmente a criança diz:

Vi um cavalo branco.

Os pais repetitivos fazem várias perguntas até o momento em que a criança diz aquilo que eles querem ouvir. Definitivamente essa não é a melhor estratégia, o melhor estilo de interação verbal para que as crianças se recordem de eventos passados.

É claro que não tenho a intenção de esgotar todo o assunto neste vídeo, mas você entendeu perfeitamente o recado da dica de hoje: a partir de agora seja um pai elaborativo ao conversar com seus filhos e assim você os auxiliará a se recordarem de experiências e eventos passados.

Então é isso! Fiquem com Deus e até a próxima.


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