Já chegamos? Nossos Leitores contam o que Fazem para entreter os Filhos numa viagem de carro

Tempo de leitura: 5 minutos

Publicamos recentemente um vídeo com algumas indicações de atividades para as crianças durante uma viagem. Nos comentários, os leitores nos presentearam com indicações criativas que merecem ser compartilhadas com outros pais. Escolhemos algumas que promovem o desenvolvimento da linguagem, exercitam a memória e o raciocínio lógico.

Criando histórias e explorando a ordem alfabética

Durante suas viagens, a Raquel Pereira brinca com toda a família de inventar narrativas ou diálogos explorando as letras do alfabeto. Ela diz uma frase cuja primeira palavra começa com a letra “a”, a seguinte com a letra “b”, a terceira com a letra “c” e assim por diante. Por exemplo:

“- Amanhã será o meu aniversário.
– Bacana, eu vou.
– Com que roupa você vai?
– De pijama.
– Eu não vou de pijama, mas de vestido mesmo.
– Faça como quiser.
– Gertrudes também vai?
– Imagina!”

O desafio é pensar, em um curto espaço de tempo, em palavras que comecem com determinada letra, criar uma relação lógica com o enunciado anterior e ajudar a construir um todo minimamente coerente. Essa divertida brincadeira trabalha a ordem alfabética, exercita a criatividade das crianças e a capacidade de produzir textos coesos e coerentes.

Qualquer criança que já tenha aprendido a ordem alfabética pode ser envolvida nesse tipo de brincadeira. Porém é preciso ter um pouco de paciência com as mais novas e não esperar delas a agilidade de alguém que já tem amplo vocabulário e conhece há muito tempo a ordem das letras no alfabeto.

Parlendas e rimas

A Ana Paula Melo trabalha a memorização de parlendas com a filha: recita o início e pede à filha para completar.

A memorização de poesias também funciona em viagens. Para quem viaja para uma área rural, com muitos animais, há uma infinidade de poesias infantis que as crianças gostarão de ouvir, memorizar e recitar: “Cavalinho branco”, “Os carneirinhos”, “A égua e a água”, “Passarinho no sapé” e “O lagarto medroso”, de Cecília Meireles; “As formigas” e “O boi”, de Olavo Bilac; “Corrente de formiguinhas” e “Pirilampos”, de Henriqueta Lisboa, e toda a “Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes. Lembre-se de escolher versinhos curtos para os menores.

De olho nas placas

Nas viagens de carro, a Patrícia Lima contou que gosta de propor operações matemáticas com os números das placas dos carros. Aos mais novos podem-se propor operações simples como somar todos os algarismos de uma placa ou somar os três primeiros e subtrair o último. Os mais velhos podem ser desafiados a somar (ou subtrair) um número completo (de 4 algarismos) de uma placa ao de outra.

Outra opção é sugerir pequenas competições como esta: quem soma primeiro os algarismos da placa do carro à frente?

A atividade também exercita a memória: antes de realizar as operações é preciso guardar os números das placas na memória de trabalho.

Estimulando a linguagem com duas atividades simples

A Analice Mendonça estimula o desenvolvimento da linguagem dos filhos convidando-os a observar a paisagem e a conversar sobre o que cada um vê. Eles definem no par ou ímpar quem vai dizer primeiro o que viu de interessante, depois o próximo faz seus comentários. A atividade trabalha a linguagem oral e ajuda os pequenos a controlarem a ansiedade e a respeitarem a vez de cada um.

Eles também brincam de soletrar. A mãe soletra uma ou mais palavras e pede às crianças para fazer a síntese. Para o filho mais velho, escolhe palavras mais complexas; para o mais novo, mais simples. Uma atividade similar pode ser feita com crianças que estão sendo pré-alfabetizadas ou alfabetizadas: em vez de pedir às crianças para sintetizar uma palavra a partir das letras ditadas, o pai deve destacar os fones de uma palavra (os “sonzinhos” das letras) e pedir aos filhos para juntar os sons.

Fui à lua

A família da Juliana Offenbecker se diverte nas viagens brincando de “Fui à lua”, passatempo que trabalha a dedução e a categorização semântica. A cada rodada, uma pessoa é o “chefe” da brincadeira e cria uma regra para a categoria de objetos que poderão ser “levados para a lua” e, seguindo-a, diz o que levou. Os demais devem deduzir a regra, perguntando se podem ou não entrar na lua levando determinados objetos. Por exemplo, se a regra for “objetos que começam com a letra ‘b’”, o chefe poderá começar dizendo: “Fui à lua e levei uma bola”. Se alguém disser “Fui à lua e levei um quebra-cabeça”, o chefe não o deixará entrar na lua. Mas se disser que levou um “brinquedo” poderá entrar. A rodada acaba quando alguém deduz a regra definida pelo chefe.

Gostou das dicas? Você poderá usá-las para entreter as crianças em uma viagem de carro ou em trajetos mais curtos dentro de sua própria cidade.

Muito obrigado a todos que partilharam conosco suas dicas para viagem de férias!


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1 comentário


  1. o meu filho tem dislexia ,tem oito anos e nao sabe ler,que metodo posso usar,para ele,por favor me ajude.obrigado, gosto muito de seu jeito de tranamitir.

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