Vrummm. Cocoricó. Cri-cri-cri. Que som é esse? Exercite o ouvido e a atenção de seu filho com o jogo das onomatopéias

Tempo de leitura: 5 minutos

Onomatopéias são figuras de linguagem que buscam traduzir em palavras sons ou ruídos, tais como o canto dos pássaros, o toque da campainha ou o tilintar de sinos. Que tal usar as onomatopéias em um jogo simples e divertido que pode ser realizado em qualquer lugar? Melhor ainda se for ao ar livre em uma caminhada pelo bairro ou em um passeio pelo parque.

Este jogo trabalhará a atenção do seu filho, assim como a capacidade de ouvir e reproduzir os sons do ambiente. O objetivo é fazer com que as crianças ouçam os sons a sua volta e tentem imitá-los. Ele é indicado para crianças de 1 a 4 anos. Vamos começar?

Como jogar

1. Escolha um lugar para realizar o jogo. Pode ser na sala de casa, em um passeio pelo quarteirão ou em uma visita ao parque. Pergunte ao seu filho: “Que sons podemos ouvir quando estamos em casa, caminhando pela rua ou no parque?”. Anote todas as respostas em um caderno, por exemplo: carro, buzina, pássaro.

2. Se tiverem escolhido brincar no parque, pare e peça para seu filho se concentrar e escutar. Então pergunte: “Que sons você ouviu?”. Se ele responder, por exemplo, que ouviu o canto de um pássaro, peça para ele imitar o som da ave. “Qual som o pássaro faz?”. Se ele não souber responder, ajude-o indicando uma onomatopéia apropriada (“piu piu”, por exemplo). Dica: fechando os olhos, geralmente as crianças ficam mais atentas aos sons.

3. Acrescente sons ao jogo que seu filho pode não ter notado. Por exemplo, diga a ele: “Você ouviu o barulho do carro? Vrum… Vrum… E a buzina? Biii-biii.”

4. Acrescente novos sons à brincadeira. Pergunte por exemplo: “E como é o som que o galo faz? Cocorocó. E a vaquinha? Muuuu”.

5. Lembre-se de anotar todos os sons que ouvirem durante o passeio.

6. No próximo passeio, leve a folha com essas anotações e proponha o seguinte: “Hoje você terá de me contar pelo menos um som diferente que ouvir durante o passeio. Fique bem atento!”

7. Nas próximas vezes em que fizer a brincadeira com a criança, leve o registro do último passeio e diga-lhe que agora ela terá de perceber e reproduzir pelo menos um som diferente daqueles.  Com o tempo, a criança terá de atentar para sons mais sutis como o do vento, o som da própria respiração, uma fungada, um burburinho ao longe, um estalo, o ruído de um gerador, etc.

Estes são alguns outros sons que vocês poderão encontrar pelo caminho e que vale a pena registrar, embora não seja fácil encontrar onomatopéias para todos eles:

  • Gato miando
  • Cachorro latindo
  • Cigarras
  • Grilo
  • Sapo
  • Chuva
  • Trovão
  • Água corrente
  • Telefone tocando
  • Campainha
  • Sino
  • Relógio analógico
  • Música
  • Pessoas conversando
  • Crianças rindo
  • Alguém tossindo
  • Alguém espirrando
  • Bebê chorando
  • Pés batendo no chão
  • Alguém batendo à porta
  • Folhas secas

Um desafio para as crianças mais velhas

Em “A grande orquestra da natureza”, Bernie Krause conta que costumava propôr às crianças da vizinhança um jogo interessante. Pedia-lhes para prestarem atenção ao som dos grilos e, então, perguntava-lhes: “O que o som dos grilos pode nos dizer sobre a temperatura ambiente?”.

Provavelmente elas não conhecerão a relação entre os grilos e a temperatura, então você terá de explicar-lhes, como fez Krause:

“O número de pulsos num dado período depende da temperatura ambiente, que afeta a temperatura corporal desses insetos de sangue frio. Se prestarmos mais atenção, a maioria de nós perceberá que, quando os dias quentes começam a esfriar, os sons gerados pelos grilos não estão sincronizados. Esses seres produzem som friccionando as asas, isto é, estridulando (…) Em uma de suas asas há um raspador; na outra, a lima. O som é produzido quando a asa contendo o raspador roça a outra que contém a lima. A irregularidade nos intervalos entre os cricridos ocorre porque a temperatura do solo varia dependendo da localização do inseto.  Áreas mais sombreadas ficam mais frias do que as que foram expostas ao sol direto, de modo que os grilos situados nas primeiras cricrilam mais devagar do que os das últimas. Mas, com o correr da noite, as temperaturas se igualam e todos os grilos passam a esfregar as asas em perfeita sincronia.

Podemos até determinar a temperatura pela contagem do número de cricridos de certas espécies de grilos. No caso do Oecanthus fultoni, por exemplo, podemos contar o número de estridulações durante um período de oito segundo, somar 40 a esse número, e obteremos a temperatura em graus Fahrenreit.”

Há por aí várias fórmulas para medir a temperatura ambiente com base no cricrilar dos grilos. Você e seus filhos mais velhos podem-se aventurar a testá-las e ver se funcionam de fato. Para os menos animados, contudo, o simples ato de parar um pouco, fazer silêncio e prestar atenção ao som dos grilos já será um exercício e tanto para os ouvidos e para a atenção.


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