5 Dicas para Pais com Filhos Desobedientes

Tempo de leitura: 5 minutos

Já fez de tudo, mas seus filhos não lhe obedecem? Às vezes tem a sensação de que eles sequer escutam o que você diz? Pode haver um problema de comunicação entre vocês. Confira 5 dicas para modificar a forma como se comunica com seus filhos e conquistar, pouco a pouco, a obediência deles.

Você acha que seus filhos são desobedientes? Às vezes você tem a sensação de que eles sequer ouvem o que você diz? Já não sabe mais o que fazer? Já tentou de várias maneiras melhorar a comunicação com seus filhos a fim de que eles obedeçam às suas instruções, ordens e comandos, mas até agora nada? Essa é uma queixa muito freqüente.

Os pais consideram as crianças indisciplinadas, desobedientes, mas muitas vezes o que se dá é um problema na comunicação entre adultos e crianças. Por isso, passarei hoje 5 dicas para que você altere a forma como se comunica com seus filhos. É claro que você não irá mudar a situação da noite para o dia. Contudo, é preciso começar o quanto antes a alterar sua comunicação com eles.

A primeira dica é fundamental e você pode empregá-la em qualquer situação. Antes de emitir uma ordem para uma criança, você precisa se conectar com ela. É isso mesmo! Mas como criar essa conexão com ela? Agachando-se, ficando na altura dela e mantendo contato visual. Mas cuidado para não estabelecer um contato visual tão intenso que dê à criança a sensação de um olhar controlador. Você precisa olhá-la de uma maneira que ela se sinta à vontade e receba suas ordens com naturalidade.

Outra coisa que você pode fazer é ensinar à criança como ter foco. Se a criança vai receber uma ordem e precisa compreendê-la, ela tem de prestar atenção. Mas, ao invés de falar “Filho, preste atenção ao que eu vou dizer”, você pode dizer-lhe “Filho, eu preciso de seus olhos. Filho, também preciso de seus ouvidos” ou “Filho, olhe um pouquinho para mim”. A idéia é ensinar a criança a ter foco. Para tanto, você também tem de servir de exemplo, prestando atenção ao que seu filho fala com você.

Segunda dica: antes de emitir a ordem, faça menção à criança. Chame-a pelo nome ou diga algo como “Meu filho, eu gostaria que você pegasse um copo de água para mim”.

Terceira dica: seja breve. Não fique enrolando ou falando demais pois, do contrário, seu filho terá a impressão de que você não sabe exatamente o que deseja. Muitas vezes achamos que as crianças estão inquietas, irritadas ou que são indisciplinadas, quando simplesmente não estão compreendendo o que pedimos. Por isso, seja breve e utilize frases curtas para que seu filho compreenda a ordem ou instrução. Por exemplo, suponhamos que o Arno tenha 5 anos de idade e eu lhe diga: “Arno, demorei mais do que eu esperava para chegar, peguei um engarrafamento, você poderia pegar um copo de água para mim, pois estou morrendo de sede, já que não consegui parar em nenhum lugar para beber água?” Isso é o que você não deve dizer às crianças.

Além disso, é importante emitir a orientação principal já na primeira sentença para que seu filho compreenda com clareza o que você deseja. Um exemplo: “Arno, eu gostaria que você pegasse um copo de água para mim”.

A quarta dica é importantíssima. Se você não sabe se as suas sentenças são simples ou complexas nem se seu filho está compreendendo o que você diz, você precisa fazer um teste. Emita a ordem para ele e, logo em seguida, peça-lhe para repetir o comando ou instrução. Diga, por exemplo: “Pedro, você poderia colocar seus brinquedos no baú?” e em seguida peça que ele repita essa instrução. Se ele repeti-la corretamente, é um sinal de que  compreendeu sua sentença e de que ela é clara e simples.

A quinta e última dica é muito boa, sobretudo para aquelas crianças que não gostam de receber ordens. Quando dizemos “Pegue este livro!”, a tendência de algumas crianças é entrar numa disputa de poder e responder “Não vou pegar!”. Mas, embora seu filho possa não gostar de receber ordens, ele certamente tem o desejo de lhe agradar. As crianças gostam de agradar aos pais e isso acontece naturalmente. Portanto, ao invés de emitir uma ordem, crie um motivo para que seu filho lhe agrade. Não diga “Desça daí” ou “Deixe sua irmã brincar com a boneca”, mas experimente falar algo como “Eu quero que você desça daí” ou “Eu quero que você deixe sua irmã brincar com as bonecas”. Ao dizer “eu quero” você dá um motivo para a obediência ao invés de simplesmente emitir uma ordem. Assim, a criança acaba cumprindo a ordem a fim de lhe agradar.

São essas as 5 dicas. Comece a introduzi-las em sua casa, mas não espere que o comportamento de seu filho mude da noite para o dia. Talvez num primeiro momento você julgue artificial esse modo de emitir ordens, mas não deixe de aproveitar as oportunidades em sua casa para testar essas dicas com seus filhos.


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6 Comentários


  1. Concordo com a Kelly!
    Os pais desta geração são muito “bananas” achando que o filho tem que ter “liberdade” e “não pode ser castigado”.
    Tenho uma filha já com 11 anos do primeiro relacionamento que quando tinha 3 anos, foi posta no “banquinho do pensamento” (de castigo) e bastou a primeira vez (que doeu mais na gente do que nela), e ela nunca mais nos desobedeceu.
    A gente comenta que “ela era tão excessivamente adorada” por todos que achava que podia tudo.
    Quando levou o choque do castigo, parece que “caiu a ficha” que ela como criança também tinha que nos respeitar para ter “aquele amor todo”.
    E agora, nosso pequeno de 4 anos, já foi várias vezes para o castigo e até levou algumas chineladas (que doem mais na gente do que nele), mas se observa que enquanto não havia “coerência e firmeza do CASAL” e cooperação dos avós-parentes, a coisa só piorava.
    Quando a mãe diz uma coisa e o pai outra, dará problema sempre. Então, tem que chegar num consenso ANTES para não haver a “disputa” na hora. Ou no mínimo, um deve ficar calado.
    E ser FIRME. Aprontou? Fez birra? Vai para o castigo na hora.
    E quando a mãe diz uma coisa e a vó-vô-parente diz outra, ocorre a mesma situação.
    Aqui, rolaram algumas DR com os avós e parentes explicando que OU TODO MUNDO DÁ LIMITES IGUAIS e TRABALHA JUNTO, ou eles não veriam tão seguidamente o pequeno.
    Preferiram “seguir o padrão de educação” a ficar sem contato com o neto-sobrinho.
    Tudo passa pelo EXEMPLO, BOM SENSO e FIRMEZA DOS PAIS.

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  2. Tentei as dicas mas sem êxito. Minha filha nos manipula todo o tempo com chantagem emocional e a mãe já chorou diversas vezes. A paternidade têm sido um pesado fardo para mim e para minha esposa. Não temos vontade de ter um segundo filho pois nossa filha e’ extremamente desobediente, rebelde e intransigente. Ela têm apenas seis anos. Ela questiona e argumenta sobre tudo que decidimos e isto toma nossas energias de modo gigantesco. Trata-se de uma criança muito mimada pelos avós, têm ataques de birra e se joga no chão, não sabe ouvir não e não gosta de ser contrariada. Estamos tremendamente esgotados e estafados.

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    1. Caro Alex, tive problemas do mesmo tipo com a minha filha. Procurei ajuda especializada e direcionada às características e ao temperamento da nossa filha, e considerando a nossa história familiar. O comportamento dela mudou muito depois que minha conduta, corretamente orientada, mudou. Recomendo a você que procure o Dr. Italo Marsili, que também é colaborador deste site. Ele atende por Skype e Hangout. O email dele é [email protected].
      Conosco deu muito certo.
      Torcendo por vocês.

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    2. Estou na mesma situação com minha filha,ela chegou ao ponto de não querer vir mais para minha casa ,só quer ficar na avó,que da tudo o que ela quer e não corrige …nao sei o que faço mais ..

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  3. Olá, Carlos Nadalim! Aqui é a Kelly da primeira turma do curso “Ensine seus filhos a ler de forma eficaz”. Como acompanho grande parte das suas publicações desde o início e você sabe que já me deu dicas valiosíssimas no processo de educação dos meus filhos…peço sua permissão para compartilhar, digamos, uma “6° dica”, fundamentada em minha experiência como professora por sete anos, mãe e alfabetizadora de meus três filhos – Clara (5), Estêvão (4) e Tomás (1). Pais! Sejam FIRMES com os seus filhos! Mãe! Pai!…VOCÊ É A AUTORIDADE! Os filhos necessitam de LIMITES ( é claro, depende da idade/ maturidade da criança, sexo, e do próprio evento ocorrido)!. “CASTIGAR” é preciso! “CASTIGAR” também é uma forma de AMAR! A depender das circunstâncias, digo por experiência, principalmente para quem fica 24 horas com os filhos, MENOS “MIMIMI” se faz necessário e FACILITA A COMUNICAÇÃO! É sempre útil nos recordarmos dos conselhos de D. Bosco para educar os filhos, dentre vários, um me é muito especial: “Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito. O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.” Trazendo isso para a prática e utilizando a coerência: PAIS! SEJAM FIRMES COM SEUS FILHOS! Existem situações em que uma “pegada mais forte no ombro”, “um olhar mais severo” se faz necessário! NÃO TENHAM MEDO! Um exemplo: Mãe – “Filho, guarde os brinquedos, por favor”. Filho: “Áh não…(ou outra atitude/resposta negativa). Mãe: “Guarde os brinquedos ou você vai ficar de castigo”. Caso ele queira te “provar” irá querer ficar de castigo. Por experiência…cumprindo o que prometeu ele possivelmente não agirá assim mais do que duas ou três vezes!!!! FIRMEZA COM OS FILHOS! FIRMEZA POR AMOR! (Obs: caso a “desobediência” esteja relacionada a “não querer fazer a atividade proposta” (ler um livro, fazer aquela atividade do curso do Carlos Nadalim…rs). ESQUEÇA TUDO! VÁ BRINCAR COM ELE! CONQUISTE SEU FILHO PARA VOCÊ! Depois tente em um outro momento, talvez de uma outra maneira…CONQUISTE SEU FILHO PARA VOCÊ E CONSEGUIRÁ GRANDES COISAS!)

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