Tempo de leitura: 6 minutos
Uma excelente alternativa à leitura em voz alta é a escuta de histórias gravadas. Mas como tirar o máximo de proveito dessa prática? No vídeo de hoje, eu passo 6 dicas simples que farão muita diferença no momento da escuta de audiobooks, ajudando seus filhos a se tornarem ouvintes mais atentos e serenos. Assista!
Hoje tratarei de algumas dúvidas que surgem quando o assunto é a audição de histórias gravadas. Estou me referindo àqueles audiobooks, que circulam por aí, com gravações de histórias para crianças.
Como tirar proveito dessas gravações? Como preparar o ambiente em que você e seu filho ouvirão a história? Que postura adotar durante a audição da história com seu filho? E quais reações esperar dele?
Pois bem. Antes de qualquer coisa, escolha um cantinho aí da sua casa que seja agradável para esta prática. Um ambiente adequado é muito importante para manter a atenção do seu filho durante a atividade. Escolha de preferência um local aconchegante, com o mínimo de estímulos visuais e pouquíssimos objetos ao alcance da criança. Tudo isso pode desviar a atenção dela durante a audição, transformando a narração da história num mero pano de fundo para fazer outras coisas, numa espécie de “música ambiente”. Portanto, evite isso a todo o custo.
Depois de escolher o lugar, desperte o interesse de seu filho pela história que será ouvida, a qual você, por sua vez, já deverá conhecer relativamente bem. Fale com ele dos motivos que levaram você a eleger a história (por exemplo, que sua mãe tinha o costume de narrar a você essa mesma história, quando criança; ou conte as razões por que lhe parece ser uma história interessante). Como o tempo de atenção das crianças é muito curto, ao escolher as histórias gravadas, não se esqueça de levar em conta a duração dos áudios. Comece com áudios mais curtos (de três a quatro minutos, por exemplo) e gradativamente introduza outros mais longos, sempre de acordo com a capacidade de seu filho.
A seguir, diga a ele que não será permitido falar durante a audição da história, somente ao final vocês poderão conversar sobre o que ouviram. Essa regra é muito importante e deve ser observada a ferro e fogo! É necessário que você seja para o seu filho um exemplo vivo de ouvinte. Caso ele desobedeça à regra – o que, aliás, é bem provável que aconteça, sobretudo nos primeiros dias de atividade –, comunique-se com ele usando apenas a linguagem não verbal, como gestos, expressões faciais, etc.
(Não estou negando aqui a importância das interações verbais com as crianças durante a leitura de histórias. Elas são extremamente benéficas em muitos casos. Mas nesta atividade, em vez de história lida em voz alta, a criança ouvirá uma história gravada. Assim, algumas das estratégias adotadas na leitura em voz alta devem ser evitadas por agora. Mas isso é assunto para outra ocasião.)
Voltemos à nossa dica. Você já escolheu um lugar adequado para a audição e irá ligar o rádio. Explique ao seu filho que, a partir desse momento, as palavras serão convidadas a se retirar, exceto as da história, é claro! Sente-se no chão e, com um gesto, convide-o a fazer o mesmo, de modo que ele fique de frente para você, pelo menos no começo da história. Isso é muito importante, porque, ao longo da audição, você deixará transparecer, por meio de gestos, expressões faciais e de outros movimentos, que está a escutar a história com bastante atenção. Seu filho, porém, não precisa ficar nem muito perto, nem muito longe, nem totalmente imóvel. Na verdade, independentemente da distância entre vocês, o importante é que, durante a audição, você consiga manter um contato visual com ele, de modo que seu filho perceba suas reações durante a atividade.
Escolhidos os lugares, todos prontos, faz-se um clima de suspense, liga-se o áudio, e começa a história!
Usando de gestos, expressões faciais e outros movimentos, como eu disse antes, mostre ao seu filho suas reações em face da narração. Isso deve acontecer com muita naturalidade. Quando a história narrar um fato que não seja muito relevante, que o seu silêncio possa transmitir a ele a sensação de que você está acompanhando atentamente a narração.
Volto a repetir: os movimentos, os gestos, as expressões, tudo deve transparecer uma reação natural, e não teatral, muito menos caricatural, à audição da história. (Pois as crianças são capazes de perceber nossas disposições internas, sobretudo quando estamos forçando a barra. E isso não é legal.).
Então, evite movimentos bruscos e expressões faciais exageradas, que desviem a atenção da criança das palavras para os movimentos corporais. Com o passar do tempo, seu filho gradativamente dará mais a atenção às palavras.
Se em algum momento ele começar a balbuciar, a falar, a se mexer ou até a engatinhar ou andar no ambiente, leve em consideração estas duas hipóteses:
1. Com o corpo e com a voz, ele pode estar respondendo aleatoriamente aos sons da história gravada.
2. Com o corpo e com a voz, ele pode estar respondendo intencionalmente aos sons da história gravada, tentando estabelecer uma relação entre balbucio, fala, movimento e a própria história.
Considere, portanto, naturais essas reações. O importante é você se manter naquela posição de ouvinte e, mesmo com as reações do seu filho, continuar respondendo com uma comunicação não verbal à audição da história. Mas, se ele fizer movimentos bruscos, ou qualquer outra coisa que coloque você ou ele próprio em perigo, é claro que você deve interromper a atividade e retomá-la em outra ocasião. Ao final da história, aí sim, converse com ele sobre tudo o que ouviram, explorando ao máximo o conteúdo da narrativa.
Pois bem. Tenho certeza de que, com essas dicas, você começará a trilhar um caminho seguro rumo à formação de um excelente ouvinte.
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