8 Coisas que Aconteceram Quando Nos Livramos da TV

Tempo de leitura: 5 minutos

Spoiler: O fim do mundo não foi uma delas.

Recentemente, tivemos o prazer de nos mudar para uma nova casa, pela primeira vez desde que nos casamos. Mudar é uma experiência tão relaxante! Enquanto eu acomodava as coisas nas caixas, sistematicamente, uma após a outra, minha filha de três anos vinha sorrateiramente por trás e removia alguns itens, ou os trocava de lugar. Até agora não conseguimos encontrar algumas coisas. Tenho certeza de que, em algum momento da minha vida, tive um mixer. Ele desapareceu – junto com um pouco da minha paz de espírito.

Enquanto embalávamos os itens maiores para a mudança, eu sabia que um seria deixado para trás. Era uma atitude arriscada. Era algo ousado. Eu devia estar louca. Deixei nossa TV ali mesmo, em seu lugar de honra na sala de estar. Para falar a verdade, tinha medo só de pensar nisso. Entre em qualquer sala de estar, e você imediatamente notará que toda a mobília está posicionada em torno da televisão. Para nós, isso sempre fez da sala de estar, mais do que um ambiente de convivência, uma sala de “ok, vamos todos nos sentar em torno da TV e vegetar em silêncio”. Eu não queria que isso se repetisse em nossa nova casa. E, embora haja momentos em que ela faça falta, o efeito geral tem sido impressionante e definitivamente positivo. Eis o que aconteceu desde que nos livramos da TV e resolvemos implementar o sentido literal de “sala de estar”.

1. Minha filha de três anos não pede mais para ver Patrulha Canina quando acorda de manhã.

Passamos por um inegável período de ajuste, e ouvi reclamações mais de uma vez. Mas, superada a pior fase, minha filha acordava e ia brincar com seus brinquedos, ou me ajudar a fazer o café da manhã, em vez de começar o dia com a cara grudada na telinha. Algumas vezes permiti que ela brincasse com meu telefone, quando o cansaço me impedia de funcionar direito tão cedo pela manhã, mas, em geral, foi uma boa transição. Uma das maneiras de contornar a situação foi permitir que ela brincasse, por um tempo limitado, com o iPad ou o iPhone – tempo que fomos reduzindo a cada dia.

2. Agora os brinquedos são para brincar, e não para enfeitar o guarda-roupa.

Caixas de Lego, castelinhos, kits de artesanato e conjuntos de chá serviam apenas para acumular poeira. Um dinheirão gasto à toa. Ela brincava um pouquinho por alguns minutos, depois pedia para ver um desenho na tevê – e o brinquedo ficava esquecido até que eu a convencesse a brincar de novo. Agora, ela passa horas organizando a coleção de pôneis e conversando com eles, falando de…

3. A imaginação deu um salto.

Minha filha sempre foi uma criança criativa, mas notei um aumento considerável da imaginação e da criatividade durante as brincadeiras. De repente, sinos de vento tornaram-se uma coisa fascinante, sua cabaninha virou uma “casa” onde ela fingia tirar sonecas, e assim por diante.

4. Passamos a cozinhar juntos como uma família.

Antes de nos livrarmos da TV, eu costumava ligá-la quando começava a preparar o jantar. Olá, babá eletrônica! Agora, minha filha tem um banquinho permanente na cozinha e fica para lá e para cá me auxiliando. Ela está aprendendo muitas coisas, sente-se confiante e mais predisposta a comer algo que ela mesma preparou. Sim, o preparo demora mais e a cozinha fica um pouco mais bagunçada, mas, alô! É a vida.

5. Comecei a me envolver mais nas brincadeiras.

Ela passa bastante tempo brincando sozinha, mas agora, quando me convida para um chá da tarde, entro na brincadeira, em vez de ficar assistindo a reprises de Gilmore Girls. Estamos mais próximas, e sou grata por isso.

6. A sala de estar tornou-se um ambiente em que nos reunimos, conversamos e jogamos.

A mobília já não fica em torno da TV. Em vez disso, temos uma pilha de jogos de tabuleiro sempre à mão. Depois do jantar, é ali que nos sentamos, tomamos café e conversamos. Agora uso o espaço da parede para pendurar fotografias de nossas viagens e, sinceramente, acho que está muito mais bonito assim.

7. O tempo de televisão passou a ser mais especial.

Hoje em dia, a TV mais próxima fica na casa dos avós das crianças, que moram não muito longe. Quando minha filha quer muito ver um programa, temos de pensar no assunto e planejar, em vez de simplesmente estender a mão até o controle remoto.

8. Meu marido e eu aproveitamos melhor o tempo.

Que fique claro, às vezes ainda assistimos a filmes no Netflix quando estamos na cama. Mas, na maioria das vezes, depois que nossa filha vai dormir, ficamos conversando, fazendo planos, sonhando, aproveitando melhor o tempo a dois.

Não estou dizendo que você deve jogar sua TV no lixo. Não julgo, absolutamente, as pessoas que têm uma TV na sala de estar. Para nós, foi muito difícil limitar o tempo de uso por dia. Muitas vezes, era simplesmente mais cômodo ceder e dizer “está bem, vamos assistir a um programa”. E esse programa se transformava em três. Então, no caso da nossa pequena família, decidimos eliminar a tentação e, no fim das contas, estou feliz por isso. Afinal de contas, o Netflix estará sempre ali.

Artigo de Breanne Randall traduzido do inglês. Publicado originalmente em www.parents.com.


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