Tempo de leitura: 6 minutos
1. A leitura é a mais importante das matérias escolares. Por quê? Porque ela é necessária para dominar todas as outras. Será extremamente difícil resolver um problema de matemática se a criança não compreender bem o que está escrito. E o que dizer das questões de sociologia ou ciências, se ela não conseguir ler e compreender os livros? Se ler bem é tão importante, como uma criança pode aperfeiçoar a leitura?
2. Em todo o mundo, as crianças que lêem mais, lêem melhor. Isso é válido para todos os níveis sociais – ricos ou pobres, vivam as crianças em grandes centros urbanos ou na periferia. Uma pesquisa abrangendo 250.000 estudantes em 32 países demonstrou que, independentemente do nível econômico (A, B ou C), as notas dos alunos aumentavam proporcionalmente ao seu grau de envolvimento com a leitura. Os alunos do nível econômico C classificados como “leitores assíduos” levavam uma vantagem de mais de 100 pontos sobre os alunos do mesmo nível econômico classificados como “leitores esporádicos”. O que fazer, então, para que as crianças leiam mais em casa?
3. É preciso gostar de ler. Os seres humanos são criaturas que buscam o prazer; se gostamos de algo, fazemos a mesma coisa de novo e de novo. Vamos ao nosso restaurante favorito e pedimos a comida e a bebida de que gostamos, e não aquilo que não apreciamos. Portanto, se você quer garantir que seus filhos leiam com mais frequência, faça com que eles gostem de ler. O que fazer, então, para que isso aconteça?
4. Leia em voz alta para eles, desde a tenra idade. No começo, o som da sua voz será uma fonte de calma, condicionando a criança a associar você e o livro a uma sensação de segurança. Conforme seu filho for crescendo, aumente o tempo de leitura – de alguns minutos para ao menos 20 minutos diários, passando dos livros ilustrados aos livros divididos em capítulos. Ok, concordo com os benefícios da leitura em voz alta para crianças, mas eu pensava que meu filho, no 2o ano do Ensino Fundamental, deveria voltar da escola e ler para mim. Como ele pode melhorar a leitura, se sou eu que leio para ele?
5. A compreensão oral antecede a compreensão escrita. É preciso ter ouvido uma palavra antes de poder dizê-la, lê-la ou escrevê-la. Se nunca tivéssemos ouvido a palavra “enorme” sendo utilizada em um contexto significativo, não a entenderíamos quando a tivéssemos de ler ou escrever. Há no cérebro das crianças uma espécie de “reservatório de palavras”, e é dever dos pais alimentá-lo de palavras, que então transbordam para a fala e, depois, para a leitura e a escrita. Por volta dos 4 anos de idade, crianças de famílias mais favorecidas terão ouvido, no ambiente doméstico, cerca de 45 milhões de palavras, enquanto uma criança pobre terá ouvido apenas 13 milhões. É uma diferença de 32 milhões de palavras, o equivalente a 1 ano de vantagem sobre a criança menos favorecida. FATOR IMPORTANTE: uma criança passa 900 horas por ano na escola e 7.800 horas em casa. Quem é o professor mais importante? Com que idade se deve parar de ler em voz alta para a criança?
6. Em geral, o nível de compreensão oral das crianças é superior ao seu nível de leitura. É por volta do nono ano que o nível de leitura nivela-se com o nível de compreensão oral. Isso significa que uma criança do 1o ano pode ouvir e compreender livros destinados a crianças do 3o ou 4o anos, os quais ela ainda não consegue ler. Os livros de capítulos geralmente lhes apresentam palavras novas, novas idéias e um mundo para além dos muros do quintal – e isso, por sua vez, irá ajudá-las a compreender melhor o que mais tarde terão de ler nos livros escolares. (…) Mas e se a família não tiver dinheiro para comprar livros?
7. Pesquisas comprovam que crianças provenientes de lares abundantes em material de leitura – livros, revistas e jornais – lêem melhor e vão à biblioteca com mais freqüência. As bibliotecas reúnem a maior quantidade de livros que você poderá encontrar, e os melhores livros já escritos – tudo de graça. Lembre-se: um mesmo livro pode ser encontrado novinho em folha numa livraria a R$50 e usado em um sebo a R$10. Famílias leitoras mantêm livros e revistas no banheiro, na cabeceira da cama e na mesa da cozinha para preencher aqueles momentos em que não há nada para fazer. Coloque um abajur próximo à cama da criança e conceda-lhe o privilégio de ficar acordada mais 15 minutos para ler (ou olhar as ilustrações de um livro) antes de dormir. Este poderá ser o curso noturno mais importante de toda a sua vida.
8. Existe uma significativa relação entre o excesso de exposição à TV e o desempenho insatisfatório na escola. Em poucas palavras: aqueles que assistem mais à TV geralmente sabem menos. Pesquisas têm demonstrado que um máximo de 10h de televisão por semana não surte impactos sobre o desempenho escolar, mas, acima dessa marca, as notas começam a cair. 60% das crianças hoje têm um televisor no quarto. Mau sinal. Um estudo comparativo das notas em matemática e leitura de alunos do quarto ano ilustra a situação das crianças com e sem TV no quarto. Uma criança passa em média 1.460 horas por ano assistindo a TV/DVD’s e jogando jogos de computador – o equivalente a assistir a “E o Vento Levou” 392 vezes por ano. E os áudio-livros, contam?
9. Os aúdio-livros também contam! Embora uma voz gravada não seja tão boa quanto um adulto de carne e osso realizando a leitura, parando para explicar alguma coisa da história, é melhor do que nada. É também um expediente valioso para aqueles pais com alguma deficiência em leitura, ou que têm o português como segunda língua.
Tradução de brochura de Jim Trelease publicada originalmente aqui.
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