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Se a escola não cumpre seu papel, os pais devem assumir a alfabetização formal dos filhos?
Neste vídeo vou falar sobre orientação informal, educação formal e sobre a sua responsabilidade na alfabetização formal de seus filhos. Em casa as crianças têm contato com os professores mais marcantes que terão durante toda a vida: os próprios pais.
Na preparação para a alfabetização os pais cumprem um papel decisivo. Por quê? Porque a maioria deles é capaz sim de orientar informalmente seus filhos no desenvolvimento lingüístico. Essa preparação é extremamente importante já que linguagem e alfabetização caminham juntas. O que a criança aprende ouvindo e falando contribui para sua capacidade de escrita e vice-versa.
A orientação dos pais pode ser não-estruturada ou estruturada. Quando a orientação não é estruturada, os pais, de maneira muito natural, expõem seus filhos à linguagem oral e à linguagem escrita sem planejamentos detalhados. Porém, quando a orientação é estruturada, a estimulação lingüística é preparada pelos pais. Em ambos os casos, as crianças são colocadas em contato com a linguagem e incentivadas a absorvê-la, com respostas meramente naturais. É claro que tudo isso prepara as crianças para a alfabetização.
Se de um lado temos orientação informal estruturada e não-estruturada, de outro lado temos a educação formal em que os pais, além de planejar as atividades que serão ensinadas, esperam uma cooperação explícita e respostas precisas de seus filhos.
Por que eu falei tanto sobre orientação informal e educação formal? Porque muitas pessoas acreditam que a alfabetização formal de crianças compete única e exclusivamente às escolas. Num país ideal, em que as instituições de ensino funcionassem perfeitamente, essa crença seria aceitável. Porém essa não é a nossa realidade. No Brasil, infelizmente, a maioria das escolas adota os piores métodos de alfabetização. Não é à toa que ocupamos os últimos lugares nos testes internacionais de leitura.
Então veja: embora sejam submetidas à alfabetização formal, muitas crianças saem das escolas sem saber ler e escrever corretamente.
Com muita freqüência aqui no blog recebo mensagens de profissionais da educação que confirmam tudo o que acabei de dizer. Veja, por exemplo, esta mensagem de um dos meus alunos do curso Ensine Seus Filhos a Ler – Pré-Alfabetização:
“Boa tarde, professor. Fiz o seu curso no ano passado e o implementei no colégio na metade do ano. Agora, em fevereiro, os alunos de submeteram a um teste de nível de alfabetização com um professor doutor em psicologia e o resultado foi que nossos alunos do 1º ano estão lendo melhor que nossos alunos do 3º ano, que foram alfabetizados pelo método silábico. Quero agradecer a toda a equipe e em especial ao prof. Carlos Nadalim.”
Sabendo de tudo isso você ainda quer confiar a alfabetização formal de seus filhos às escolas? Ou você acredita que além da alfabetização informal você também pode conduzir a alfabetização formal deles em casa? Caso você não encontre uma escola que adote um método eficaz de alfabetização para seus filhos, você terá de prepará-los para a alfabetização e alfabetizá-los em casa.
[Trecho de entrevista com o psicolingüista José Morais:]
PROF. CARLOS: Professor, em um outro momento do livro – já que o nosso trabalho é destinado a pais, embora alguns professores também nos acompanhem –, o senhor diz que a alfabetização é uma missão dos professores, mas destaca: “E por que não também dos pais, desde que devidamente informados e instruídos?”. Gostaria que você falasse um pouco sobre esse trecho do livro, pois há pais que pensam: “Se não sou formado em Pedagogia, como vou alfabetizar meus filhos se as escolas não estão cumprindo com seu papel?”.
PROF. JOSÉ MORAIS: Não precisa de curso de Pedagogia. A primeira coisa necessária é ter vontade que o seu filho se desenvolva. A idéia de que o pai tem apenas os deveres de alimentar, conversar, dar amor e que depois vem a escola, assumindo as demais funções, não tem muito sentido. Na realidade, são coisas que se sobrepõem. Do mesmo modo que os pais devem se preocupar com a alfabetização, também os professores devem se preocupar com a forma como a criança vive com sua família, suas relações, se ela é suficientemente apoiada nos aspectos de desenvolvimento cognitivo, etc. Não pode haver essa divisão total, como se fossem coisas completamente distintas e que, a certa altura, quando a criança entra na escola, o mundo da escola não tem a ver com o mundo da família e vice-versa.
“Mas prof. Carlos, eu não me sinto preparado para alfabetizar meus filhos em casa. Eu não sei quais são os piores métodos de alfabetização e muito menos qual o melhor método de alfabetização. Enfim, eu preciso de mais informações a respeito desse assunto”. Se você deseja mais informações sobre este assunto, participe da 8ª Jornada da Alfabetização em Casa, um evento online e totalmente gratuito, no qual transmitirei a você dicas simples, práticas e divertidas para que você introduza seus filhos de maneira segura no universo da alfabetização. Para participar basta cadastrar o seu e-mail.
Então é isso, fique com Deus e até a próxima!
Participe da 8ª Jornada da Alfabetização em Casa. Cadastre-se e faça parte desse evento online e gratuito que já transformou a vida de mais de 100.000 famílias!
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Boa noite tenho 3 filhos uma con 19 anos,utro com 7 anos.E outro com 1 ano e 5 meses preciso fe ajuda na educação e formação dis más novos a más velha de 19 ja con concluiu magistério.peço ajuda nos más novos