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Olá, seja bem-vindo ao segundo vídeo de aquecimento para a próxima Jornada da Alfabetização em Casa. Se você ainda não se cadastrou, faça isso agora mesmo! Até o momento temos inúmeros inscritos nessa edição da Jornada, em sua maioria pais, mães, professores e profissionais da educação, enfim, pessoas que querem alfabetizar crianças de forma eficaz.
No vídeo de hoje vou falar um pouquinho sobre duas objeções que são freqüentemente levantadas, sobretudo, por pedagogos construtivistas quando o assunto é alfabetização. Vocês sabem que aqui no blog disponibilizamos dicas para pais com crianças pequenas, para começarem a promover em casa atividades que, futuramente, levem seus filhos a um alto desempenho em leitura e escrita. Nós temos atividades para crianças entre 1 e 2 anos, 2 e 3 anos e assim por diante. É justamente por isso que alguns profissionais da educação começam a questionar essas dicas, esse trabalho, achando que estamos promovendo uma espécie de alfabetização precoce. Uma das objeções que os pedagogos de linha construtivista levantam é a seguinte: “Para que introduzir as crianças no universo da alfabetização tão cedo? Crianças com 2 ou 3 anos precisam brincar. Por que crianças tão pequenas devem praticar tais exercícios? As crianças não têm maturidade para isso. O processo de alfabetização se estende por toda a vida. Onde já se viu dizer que uma criança aos 4, 5 ou 6 anos deve ser alfabetizada? Que absurdidade! Quais são seus respaldos científicos para falar essas aberrações?”. E por aí vai… Eles não param de formular objeções que, no fundo, são lendas urbanas.
A segunda objeção é a seguinte: “Você fica aí promovendo a alfabetização precoce de crianças em casa e, quando elas chegarem à escola, ao Fundamental I, ficarão isoladas, desestimuladas, porque já sabem ler”.
Vamos analisar então a primeira objeção, aquela que diz que crianças pequenas não devem ser introduzidas precocemente no universo da alfabetização, já que elas devem apenas brincar. Muito bem. Na Finlândia pesquisadores realizaram uma investigação ao longo de 18 anos acompanhando 3 grupos de crianças que corriam o risco de se tornarem disléxicas. Os pesquisadores, então, observaram o seguinte: no grupo de crianças que se tornaram disléxicas aos 7 anos, todas apresentavam, por volta dos 3 anos e meio até 5 anos, um baixo desempenho em atividades de consciência fonológica. Outro grupo, que não atingiu sucesso em leitura aos 7 anos, também tinha um baixo desempenho em atividades de consciência fonológica. Já as crianças que tiveram um alto desempenho em leitura aos 7 anos eram as mesmas que aos 3 anos e meio, 4 ou 5 anos tiveram um alto desempenho em atividades de consciência fonológica, conhecimento de letras, memória fonológica, linguagem receptiva, linguagem expressiva e assim sucessivamente. Sabendo disso, você quer correr o risco de deixar seu filho em casa, brincando, e apostar todas as suas fichas de que aos 7 ou 8 anos ele terá um alto desempenho em leitura? Você prefere apostar nisso a realizar em casa atividades que estimulem as habilidades necessárias? É claro que não.
Temos esses dados, mas por outro lado também tenho experiência no ramo. Já coordenei o processo de alfabetização de mais de 500 crianças e acompanhei o dia-a-dia de crianças na pré-escola e no Ensino Fundamental ao longo de 4 ou 5 anos. O que eu constatava? Que a pesquisa que eu mencionei aqui está realmente correta. Quando a criança com 3 anos já apresentava dificuldades em atividades de memória fonológica, de consciência fonológica e assim por diante, se não fosse feita uma intervenção imediata, ela corria sim o risco de ter um baixo desempenho no momento da alfabetização. É por isso que na escola eu alterei todo o programa de pré-alfabetização, a fim de preparar as crianças para o primeiro ano, para o momento da alfabetização. Sabe o que aconteceu lá na escola? Ano após ano as crianças aumentavam o desempenho em leitura e escrita. Por que isso ocorria? Porque eu mudei o programa de alfabetização do primeiro ano? Não! Porque eu alterei toda a programação de alfabetização da pré-escola.
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que, quando o assunto é futebol, quando se vê alguma mudança, isso se deve a um programa de base. Começam a fazer peneiras, a selecionar a garotada e a cultivar os talentos. A mesma coisa acontece em alfabetização. Essa conversa de que criança pequena deve apenas brincar e de que não devemos introduzi-la no universo da alfabetização precocemente é pura balela, uma lenda urbana. O pessoal que diz isso acha que a alfabetização é um processo torturante, em que a criança vai ficar fazendo cópia e aprendendo que /bê/ com /a/ dá “bá”. Eles têm essa visão de alfabetização do que eles acreditam ser os métodos tradicionais, mas desconhecem as atividades que são aplicadas no âmbito da abordagem fônica, as quais são extremamente lúdicas, divertidas e estreitam os laços familiares, fazem com que os pais se relacionem com os filhos de forma direcionada. A criança começa a ficar mais empolgada ao aprender, ao adquirir habilidades; os pais ficam mais contentes, porque não imaginavam que os filhos fossem capazes de fazer tantas coisas apenas com 3, 4 ou 5 anos.
Ontem mesmo eu assisti a um vídeo publicado em uma comunidade do nosso curso. Uma mãe divulgou o vídeo de uma criança de 2 anos recitando uma poesia. A frase dela foi muito interessante: “Eu fiquei surpresa ao ver que meu filho era capaz de fazer isso. Eu jamais tinha imaginado que crianças pequenas seriam capazes de recitar de cor uma poesia”.
De um lado, você tem a pesquisa feita na Finlândia, a minha experiência com as crianças na escola, os testemunhos dos pais que acompanham o blog Como Educar seus Filhos, de pais que já baixaram o ebook “As 5 Etapas para Alfabetizar seus Filhos em Casa”; muitos enviaram mensagens dizendo que alfabetizaram os filhos apenas com o ebook. Eu tive a oportunidade de conhecer uma família em Cuiabá que, usando apenas o ebook, alfabetizou uma criança de apenas 5 anos. Eu vi essa criança lendo em voz alta poesias de Cecília Meireles e com muita fluência.
De outro lado, você tem a lenda urbana que fica batendo na tecla de que não devemos introduzir precocemente as crianças pequenas no universo da alfabetização porque elas devem apenas brincar. A minha pergunta para você é: Você quer brincar com seu filho? Quer ficar levando tudo na brincadeira até os 5 ou 6 anos? Você colherá depois os frutos.
Veja só, eu não estou combatendo aqui as brincadeiras. Pelo contrário, as atividades que promovem a aquisição de habilidades fundamentais no processo de alfabetização são lúdicas. As crianças participam de brincadeiras para melhorar a memória fonológica. Daqui a alguns dias vou liberar um vídeo ensinando essas atividades, e você vai perceber rapidamente que, para a criança, aquilo não é nada mais que uma brincadeira. Fuja dessas objeções, porque tais pessoas pensam que alfabetização é tortura, e não é isso que estamos propondo aqui.
Já estava me esquecendo da segunda objeção, que diz que você não deve introduzir precocemente as crianças no universo da alfabetização porque depois, ao ingressarem no primeiro ano do Ensino Fundamental, elas ficarão isoladas na sala uma vez que já sabem ler, já sabem tudo e não terão interesse pela leitura, pelo conhecimento. Pelo contrário, quando uma criança aprende a ler e adquire fluência na leitura, naturalmente seu desejo pela leitura tende a aumentar cada vez mais. Se você matricular seu filho em uma escola em que toda a sala é incapaz de aprender a ler, é muito simples: procure outra instituição. Procure uma escola que atenda seu filho levando em consideração as capacidades dele. Por que você vai querer nivelá-lo por baixo? É isso que muitas vezes acontece. Você quer que seu filho seja o último da sala ou que esteja entre os melhores? Cabe à escola dar um tratamento especial para a criança que já tem um potencial elevado, uma capacidade elevada em leitura e escrita.
Se diante de todas essas informações você decidiu tomar as rédeas da educação de seu filho em sua casa, não deixe de participar da próxima Jornada da Alfabetização em Casa. Para participar da Jornada basta cadastrar o seu email.
Então é isso, fique com Deus e até a próxima.
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