Casal Decidiu Alfabetizar o Filho em Casa e Teve uma Agradável Surpresa

Tempo de leitura: 10 minutos

O vídeo de hoje traz uma excelente entrevista com o casal Francisco e Jaqueline, que decidiram alfabetizar seu filho em casa. Quando começaram, o pequeno Inácio tinha 1 ano e 5 meses. Resultado? Com 3 anos e 5 meses, Inácio já sabe ler. Assista ao vídeo e conheça esta bela história.

O professor Carlos Nadalim conversa com Jaqueline e Francisco, alunos da 1ª turma do curso Ensine seus Filhos a Ler. Com o auxílio do curso eles alfabetizaram seu filho Inácio aos 3 anos e meio.

Prof. Carlos Nadalim: Tudo bem, Francisco?

Francisco: Tudo bem. Bom dia.

Jaqueline: Oi, professor.

Prof. Carlos Nadalim: Vocês falam de onde?

Francisco: De Curitiba, moramos em Curitiba.

Prof. Carlos Nadalim: E você, Francisco, o que faz aí em Curitiba?

Francisco: Sou professor do curso de Música da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), que agora faz parte da Unespar.

Prof. Carlos Nadalim: E a Jaqueline?

Francisco: A Jaqueline é professora também.

Jaqueline: Professora de Teatro de um curso de formação técnica.

Prof. Carlos Nadalim: A primeira pergunta que quero fazer para vocês é a seguinte: por que vocês decidiram alfabetizar o Inácio em casa?

Francisco: Talvez a Jaqueline possa responder melhor do que eu, porque ela vinha tendo algum contato com o conteúdo do seu blog, com algumas dicas de educação e o interesse talvez tenha sido despertado a partir daí.

Jaqueline: Na verdade, a minha vontade era facilitar o encaminhamento do Inácio, eu não tinha pretensão nenhuma de alfabetizá-lo. Queria apenas facilitar sua alfabetização e trazer um pouco de cultura clássica para o universo da casa, mas a coisa avançou bastante.

Prof. Carlos Nadalim: Então você começou acessando o blog e acompanhando as dicas? Foi mais ou menos assim?

Jaqueline: Foi mais ou menos isso. Comecei no blog, depois soube do curso e nós resolvemos fazer o investimento só mesmo para facilitar, para ele não chegar muito cru no momento em que fosse alfabetizado. Não tínhamos pretensão nenhuma além disso.

Prof. Carlos Nadalim: E na época ele tinha só 1 ano e 3 meses, é isso?

Jaqueline: É. E como eu sou professora também, essa questão da educação é importante para a gente.

Francisco: E também pelo fato de sermos católicos. Acredito que há um movimento hoje em dia de interesse pela educação domiciliar. É o tipo de formação que vínhamos buscando há algum tempo pela internet, até que a Jaqueline ficou conhecendo seu trabalho por meio do blog.

Prof. Carlos Nadalim: Perfeito. E vocês então iniciaram o curso sabendo que não aplicariam todas as atividades com o Inácio naquele período. O que aconteceu no início do processo? O que vocês faziam com o Inácio a partir do curso?

Francisco: Nós começamos com a leitura dialógica, que era o que dava para fazer enquanto ele era menorzinho. Não vou dizer que fazia fielmente todos os dias, mas fazia a leitura dialógica com regularidade. E só mais tarde começamos a fazer alguma coisa dos outros exercícios – minha esposa principalmente, pois ficava com ele em casa à tarde.

Prof. Carlos Nadalim: Jaqueline, quando foi que o Inácio começou a demonstrar mais aptidão para participar de atividades de consciência fonológica, que estão no nosso módulo II? Quando ele passou a não só ouvir histórias, mas a realizar também outras atividades?

Jaqueline: Acho que após a primeira semana sistemática em que fui apresentando o curso para ele. Na segunda semana ele já vinha com as atividades na mãozinha para a hora do homeschooling. Hoje ele diz: “Mamãe, homeschooling!”.

Prof. Carlos Nadalim: E então aconteceu uma surpresa, o Inácio começou a ler. Hoje o Inácio vai completar 4 anos, mas, pelo que conversei com vocês, com 3 anos e meio ele começou a ler as primeiras palavras. Queria saber, primeiro, qual foi a duração de todo esse processo com o Inácio e o que ele está lendo hoje, ele só lê palavras ou já está lendo frases, livros?

Francisco: Na verdade, do momento em que ele começou a ler as primeiras palavras até ler coisas mais longas foi bem rápido. Ele começou a ler as primeiras palavras e talvez em um intervalo de dois meses ele passou a ler frases com fluência considerável. E a partir daí passou a ler livrinhos inteiros. Hoje ele lê livros infantis que têm página corrida com texto. Para dar um exemplo, ele lê livros como “O livro do tempo”, “O livro dos divertimentos”. Não sei dizer com precisão, mas o processo inteiro levou cerca de 1 ano e meio.

Prof. Carlos Nadalim: Eu me lembro que vocês encaminharam uma mensagem para mim e fiquei surpreso com o relato. E nós conversamos porque, em um primeiro momento, vocês ficaram assustados, no bom sentido do termo.

Francisco: Foi bastante surpreendente o resultado, principalmente a partir do momento em que ele deu essa deslanchada e começou a ler com mais fluência e trechos longos. Então a gente ficou assustado no bom sentido, como você falou, no sentido de pensar o que fazer para encaminhar bem as coisas.

Jaqueline: No começo, quando ele começou a ler com certa fluência, eu até achava que ele pudesse estar memorizando os livros. Só que, quando a gente saía na rua, em lojas, enfim, no centro da cidade, ele lia os assuntos, informativos, revistas. Isso já foi bem chocante.

Prof. Carlos Nadalim: Em um país em que a proposta do governo é alfabetizar na idade certa e a idade certa para o governo é 8 anos, é algo chocante.

Jaqueline: As pessoas, quando ouviam e percebiam na rua que ele estava lendo, ficavam muito admiradas. Ele é um menino grande para a idade dele, sempre acham que ele é mais velho do que é. Mas as pessoas ainda assim ficavam muito impressionadas. Depois, quando ele começou a ler com fluência e livros grandes, ele leu o livro de poesias da Cecília Meireles, “Ou isto ou aquilo”, de uma vez só. Ele não desiste da obra até terminá-la, ele é bem persistente. E outro momento importante nessa jornada foi perceber que ele tem compreensão da história: quem é o sujeito, o que está acontecendo, como se desenvolve, qual é o final, quais são as conseqüências… Ele tem essa compreensão textual. Não é apenas uma leitura robótica, ele tem compreensão crítica de texto também.

Prof. Carlos Nadalim: Hoje o Inácio tem um desempenho superior ao de universitários – e posso dizê-lo, tenho experiência –, porque, se você entregar um livro como “Ou isto ou aquilo”, da Cecília Meireles, para um universitário, ele vai parar mais ou menos na terceira página. Jaque, todo mundo aqui ficou muito surpreso com o que aconteceu na sua casa, eu fiquei surpreso, mas nós sabemos que as crianças são capazes de fazer essas coisas e tantas outras, basta seguir uma seqüência, um programa estruturado. Nós percebemos que a instrução é decisiva para que as crianças consigam adquirir habilidades que as permitam ter um alto desempenho em leitura e em tantas outras áreas. Eu gostaria de saber agora, diante desse “fenômeno Inácio”, quais são suas preocupações? Agora que o Inácio já tem esse desempenho em leitura, você se preocupa exatamente com o quê?

Jaqueline: Gostaria de responder primeiro pelo Inácio, com o que ele se preocupa agora. Ele se preocupa com matemática (multiplicação, soma, subtração), com línguas (inglês, espanhol, russo, italiano) e as formas geométricas. Essas são as preocupações do Inácio. A minha preocupação é saber quando mandá-lo para a escola.

Prof. Carlos Nadalim: O Inácio vai fazer o que lá com esse desempenho? Porque, querendo ou não, ele está acima da média escolar, está anos à frente das crianças que estão hoje no Ensino Fundamental.

Francisco: E a gente se preocupa um pouco porque a criança com um bom rendimento tem uma demanda por atividades que alimentem suas capacidades. É claro que pensamos em como vai se organizar o dia dele com atividades, de modo que ele não fique ocioso. Quando já se conquistou um certo ponto e como sabemos que a escola não atenderá muito, a nossa preocupação é como encaminhar daqui para a frente, para evitar o desinteresse, o ócio etc.

Prof. Carlos Nadalim: A conversa está muito boa, mas agora vou para a última pergunta. Que dica vocês deixariam para os pais que assistem a esta entrevista? O que mais marcou vocês nesse processo com o Inácio?

Francisco: Talvez não seja uma dica muito valiosa além daquilo que o próprio curso dá, mas sugiro que os pais tentem aplicar aquilo que é possível para cada família, sem ficar muito preocupado com uma determinada meta. Evitar pensamentos do tipo “Não estou conseguindo fazer do jeito que acho que tinha de ser, então não vou fazer”. Eu acho que não é assim, nós temos de ser persistentes. A gente aqui não chega a ser um modelo, não fomos tão aplicados assim, mas persistentes fomos, sempre tentamos não abandonar as atividades. Então a dica é não desanimar se às vezes não estamos fazendo as coisas de acordo com um ideal mais alto.

Prof. Carlos Nadalim: Certo. E a Jaqueline, tem alguma dica para os pais?

Jaqueline: Não forçar, fazer o que for possível. Voltar sempre aos exercícios – eu volto freqüentemente ao primeiro exercício do curso. E não ficar esperando resultados, porque os resultados vêm quando a gente menos espera. Eles vão avançando aos pouquinhos e cada um tem o seu ritmo.

Prof. Carlos Nadalim: Perfeito. Jaqueline e Francisco, não sei nem como lhes agradecer por esta conversa. Nós, do Como Educar seus Filhos, estamos muito felizes com o resultado que vocês alcançaram com o Inácio e temos muito interesse em acompanhar o progresso dele, porque sabemos que o jogo não pára por aí. Muitíssimo obrigado, Francisco e Jaqueline, pela entrevista.

Francisco: Obrigado, nós agradecemos também.


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