Como Responder aos “comos” das Crianças?

Tempo de leitura: 4 minutos

“Como vim ao mundo?”. “Como funciona o avião?”. Responder aos “comos” das crianças não é nada fácil. Nós, pais, ficamos frequentemente desconcertados com essas perguntas, pois acreditamos que as crianças querem saber realmente como as coisas funcionam ou acontecem. No vídeo de hoje, explico o que significam estes “comos” dos pequenos e dou uma solução bem simples para que os pais respondam sem embaraço a tais perguntas. Assista!

Recentemente gravei um vídeo analisando os “porquês” das crianças. Nele deixei muito claro que, quando as crianças perguntam o porquê de algo, não estão exatamente interessadas em saber as causas. Há uma incompatibilidade entre a expressão verbal da criança e o que ela realmente quer dizer por meio da linguagem. Cabe aos pais fazer a tradução de tais perguntas para descobrir qual é, realmente, a dúvida que está por trás dessas questões. Como o vídeo teve uma repercussão positiva, decidi estender o assunto: hoje trataremos dos “comos” das crianças.

É comum que as crianças façam perguntas como “Como eu nasci?” ou “Como nascem os bebês?”, o que deixa as mães perplexas e freqüentemente sem saber o que responder. Afinal, devemos ou não dar uma educação sexual aos filhos pequenos? Não seria muito precoce tratar de tais assuntos com uma criança de 4 anos?

O que a mãe deve entender diante dessas perguntas? Ora, novamente há uma incompatibilidade entre a pergunta elaborada pela criança e sua real intenção. Lembre-se: nas crianças predomina o pensamento intuitivo e em nós, adultos, o pensamento racional, o que gera um conflito entre esses dois pólos e exige que traduzamos a linguagem infantil de modo correto.

Primeira regra: assim como ao perguntarem os porquês as crianças não estão interessadas nas causas das coisas, ao utilizarem os “comos” elas tampouco pretendem saber de que maneira funcionam as coisas. Interessam-se pela origem das coisas, mas em outra ordem. A origem das coisas fascina as crianças, e esses “comos” estão ligados a sua ânsia por conhecer as origens. Dessa forma, você deve responder a perguntas como “De onde vim?” em outra ordem, ou seja, sem buscar fazer um encadeamento de fatos ou dar muitos detalhes. Para as crianças pequenas, você deve dar uma explicação como esta que ofereço como exemplo: “Meu filho, assim como um feijãozinho que se desenvolve embaixo da terra, você cresceu em mim e depois nasceu e veio ao mundo”. Isso basta! Assim você terá ilustrado a origem. É por isso que entendemos a história da cegonha que nossos avós contaram a nossos pais e que alguns contam ainda hoje.

Infelizmente há pedagogos e educadores que acreditam que essas questões elaboradas pelas crianças devem ser entendidas de maneira literal. Aproveitam-se dos “comos” das crianças para sugerir que devemos aplicar programas de educação sexual a crianças ainda muito novas. Ora, elas não querem saber de que maneira vieram ao mundo, e sim de onde vieram! Em favor de minha argumentação, cito uma frase da pedagoga Helena Lubienska de Lenval: “As explicações dos adultos perturbam as crianças”. Nós tentamos explicar-lhes tudo, com todos os detalhes, mas isso acaba por incomodá-las, deixá-las perturbadas. Elas se guiam por um pensamento intuitivo, e não podemos pretender que nossos raciocínios as confortarão ou satisfarão. Elas aprendem muito mais por meio de gestos do que por meio de palavras.

Já que toquei no tema da educação sexual, aproveito para encerrar o vídeo com uma dica: acesse o site www.padrepauloricardo.org e leia o artigo intitulado “O Vale tudo da educação sexual e da ideologia de gênero”. Ali você terá acesso a informações preciosas sobre os programas de engenharia social que pretendem introduzir nas escolas a educação sexual e a ideologia de gênero sob pretextos que não possuem o mínimo fundamento.


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