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Hoje vou compartilhar com vocês algumas das estratégias que vou adotar com a minha filha até ela completar 5 anos, a fim de prepará-la para a alfabetização.
A primeira estratégia é manter com ela uma conversação com qualidade. Isso quer dizer que vou empregar a fala materna, para facilitar-lhe a compreensão dos sons verbais. Além da fala materna, vou estender as palavras, destacando as vogais e as sílabas tônicas. Essa técnica também será utilizada no futuro para que as crianças segmentem sentenças em palavras, palavras em sílabas, sílabas em fones etc. Também vou adotar a técnica, já apresentada aqui no blog, de fazer pausas durante a conversação para dar-lhe oportunidade de responder à estimulação verbal da maneira que puder. Mesmo não falando ela pode reagir aos sons verbais com uma expressão fácil, movimentos, enfim. A criança precisa entender que ela terá na comunicação um espaço para ela. Caso contrário ela pode desenvolver certa insegurança ou se fechar e não desenvolver a fala com naturalidade.
Além de adotar um estilo de comunicação verbal, também devo ler em voz alta para minha filha. Por quê? Porque nas histórias infantis há um vocabulário mais requintado, estruturas frasais mais sofisticadas. Com isso vou aumentar ainda mais o seu desenvolvimento lingüístico. Ela terá contato com uma experiência que não é muito comum nas conversações do dia-a-dia: acompanhar narrativas com começo, meio e fim. Por isso a importância de ler em voz alta para as crianças, para que elas sigam uma seqüência de fatos, uma seqüência lógica e tenham essa noção de começo, meio e fim. É claro que, a princípio, vou usar livros com ilustrações e textos curtos e, à medida que minha filha cresce, vou introduzir livros com textos mais longos e menos ilustrações.
Mais do que a leitura em voz alta e um estilo de conversação verbal favorável, vou cantar para a minha filha. O canto entra nesse plano geral como uma fonte de estimulação verbal e musical. Caso queira promover estimulação verbal utilizando uma canção, você deve manter a letra. Contudo, se o seu desejo é usar o canto para estimular o desenvolvimento musical da criança, você pode substituir a letra por sílabas neutras. Vou utilizar as canções tanto para estimulação verbal quanto para a estimulação musical. O mesmo vale para as histórias gravadas. A coleção Disquinho, por exemplo, que já indiquei aqui no blog e volto a recomendar, é riquíssima, com histórias narradas, canto, orquestração etc. Tal coleção é extremamente apropriada para a estimulação verbal.
Quando minha filha começar a falar, vou aplicar a dica que passei no início do blog: a modelagem da linguagem. Usando essa técnica de expansão das respostas das crianças vou modelar a fala de minha filha a fim de levá-la à produção de respostas completas, já que as crianças falam de forma muito compactada. A modelagem da linguagem é importante para que a criança adquira, no futuro, noções de gramática, além de ser uma preparação à alfabetização.
Depois que ela começar a falar e já possuir um repertório satisfatório de versos, parlendas, histórias, começarei a introduzir os exercícios de memória auditiva de curto prazo. Por que isso? Na pré-alfabetização é crucial que a criança mantenha informações verbais na memória fonológica para depois realizar as reflexões sobre os sons verbais, decompondo esses sons em unidades como sílabas, rimas e assim sucessivamente. Pretendo introduzir essas atividades quando ela tiver 2 anos e meio ou 3 anos, para começar então a desenvolver sua memória fonológica. Aqui no blog você tem acesso a atividades para treinar a memória auditiva de curto prazo das crianças, porém nesta semana vou disponibilizar outro vídeo com uma brincadeira que eu tirei do curso Ensine Seus Filhos a Ler. Trata-se de uma brincadeira da qual as crianças gostam muito e que você poderá aplicar em sua casa para treinar a memória fonológica de seus filhos.
É claro que vou manter a prática das atividades de memória auditiva de curto prazo em casa. Você pode aplicá-las com crianças entre 3 e 11 anos, pois são atividades que você não precisa abandonar depois.
Quando perceber que minha filha já está com um desempenho lingüístico elevado, acredito que por volta dos 3 anos ou 3 anos e meio, vou introduzir as dramatizações dos sons das letras. São atividades simples em que se faz, por um lado, uma dramatização, com gestos, imitação do som de animais etc., e, por outro, produz então os fones, os valores fonológicos, os sons das letras. Por exemplo, você pode colocar uma bolinha de pingue-pongue sobre a mesa e soprar. A bolinha vai se mover, e a criança aprenderá o valor fonológico da letra “f”. Ou soprar uma folha, para que a criança aprenda o mesmo valor fonológico. Gradativamente, semana a semana, vou introduzir novas atividades, um bloco de dramatizações com 3, 4 ou 5 fones, conforme o desempenho dela.
Note que não falei aqui sobre a apresentação das letras. Quando devo apresentar as letras? A partir do instante em que ela conseguir produzir todos os fones, todos os sons das letras. Não pretendo mostrar a letra dizendo: “O nome dessa letra é /bê/”, mas sim fazer uma relação entre o fone que ela aprendeu e reproduzia com essa letra. Por quê? Não é tão importante assim para crianças pequenas saber o som das letras. O conhecimento dos nomes das letras só tem relevância no momento em que a criança precisar aprender a ordem alfabética, mas isso só vai acontecer mais adiante. Como não tenho nesse momento a preocupação de ensinar a ordem alfabética, vou ensinar então a relação entre o fone e as letras.
Uma informação importante: antes mesmo de fazer essa relação entre o fone e a letra, vou realizar com a minha filha atividades de síntese de fonemas. É algo muito simples: coloque sobre a mesa ou o chão várias imagens de animais, objetos etc. Então diga à criança, expressando os fones, “o/v/o”, por exemplo, e peça-lhe que pegue o cartão correspondente à junção dos fonemas que formam a palavra “ovo”. Essa é uma atividade que você pode praticar com crianças pequenas. Você também pode fazer ao contrário: diga uma palavra e a criança deve decompô-la em fones. Veja bem, a criança ainda não está lendo, está apenas refletindo sobre os sons verbais, ora sintetizando, ora decompondo os sons verbais. Por que você precisa praticar isso? Por uma razão muito simples, quando lemos nós estamos sintetizando fones, quando escrevemos nós realizamos a análise de fonemas. Por isso é importante realizar essas atividades com as crianças.
E quando minha filha completar 4 ou 5 anos? Tudo vai depender do desenvolvimento lingüístico dela. A partir desse momento vou introduzi-la na parte mais importante, a leitura das primeiras palavras. Devo escolher palavras simples para decodificação, como “Eva”, “pai” etc., para que ela realize sínteses e decodifique as palavras. Com o passar do tempo ela vai repetir a decodificação das mesmas palavras e, no futuro, vai acessá-las automaticamente. Com isso, vai adquirir uma habilidade muito importante para a leitura: a precisão, ou seja, ela não vai trocar uma palavra por outra porque não foi alfabetizada pelo método global.
Depois disso, aí sim, vou introduzi-la no universo da alfabetização para treinar habilidades específicas, as quais não vem ao caso citar. É mais ou menos esse o plano que vou adotar com minha filha para que ela, aos 4 ou 5 anos, comece a ler palavras e frases curtas, simples e depois tenha um alto desempenho no momento da alfabetização.
Se você gostou do assunto e do plano geral, das estratégias, não deixe de participar da próxima Jornada da Alfabetização em Casa. Cadastre seu email e tenha acesso a mais conteúdos relativos à introdução das crianças no campo da alfabetização. Durante a Jornada você terá a oportunidade de aprender novas atividades e também de acessar planilhas e outros materiais que vão ajudá-lo a introduzir seus filhos no universo da alfabetização.
Então é isso, fique com Deus e até a próxima!
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