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Abóbora ou jerimum? Mandioquinha ou batata baroa? Mandioca ou aipim? O uso da palavra depende da região em que você se encontra. O Brasil é um país de dimensões continentais, o que explica tantos climas, formações geográficas, manifestações lingüísticas e culturais tão ricas e distintas que se estendem de Norte a Sul.
Assim também acontece com as brincadeiras. Existem brincadeiras típicas em cada região brasileira. Outras se espalharam Brasil afora, ganhando novos traços e muitas vezes um nome completamente diferente, como você poderá acompanhar neste artigo.
Mas, seja na cidade ou no campo, no litoral ou nas montanhas, na caatinga ou nas várzeas, no final, criança é criança e só quer saber de brincar!
Você provavelmente já conhece algumas – ou mesmo todas – destas brincadeiras. Mas e seus filhos? Será que já foram apresentados a elas?
REGIÃO NORTE
Curupira
Faixa etária: Acima de 5 anos
Essa brincadeira tradicional do Amazonas é excelente para ser jogada em grupo.
Curupira é uma figura do folclore brasileiro. Ele é descrito como um menino de cabelos vermelhos e pés virados para trás, que tem como objetivo defender os animais e as florestas.
A brincadeira funciona assim: escolham a criança que será o Curupira. Seus olhos devem ser vendados com uma faixa de tecido. As demais crianças formam um círculo em volta dela.
Então a diversão começa. Cada criança da roda, uma por vez, deve perguntar: “Curupira, o que é que você perdeu?”
A criança de olhos vendados deve responder qualquer coisa, como, por exemplo: carrinho, bola, boneca.
Então, a última criança da roda deve perguntar: “Curupira, o que é que você quer comer?”
A criança vendada responde qualquer coisa e tira a venda. Nesse momento, interpretando o defensor das matas, ao notar que não vai ganhar a comida que deseja, o Curupira sai correndo atrás dos demais participantes. A primeira criança a ser pega se torna o novo Curupira.
CENTRO-OESTE
Mãe da Rua
Faixa etária: Acima de 5 anos
Essa brincadeira deve ser realizada com um grupo de crianças em um local com bastante espaço. Escolha uma criança para ser a Mãe da Rua. Divida os pequenos em dois grupos. Usando giz escolar, risque duas linhas paralelas no chão, deixando um bom espaço entre elas. Nessa faixa central ficará a Mãe da Rua. Atrás de uma das faixas ficará o primeiro grupo e atrás da outra faixa o outro grupo de crianças.
O objetivo da brincadeira é que os participantes passem de um lado para o outro, cruzando o espaço em que a Mãe da Rua está, sem serem pegos por ela. Ah,um detalhe: a travessia deve ser feita pulando em um pé só!
Caso um participante seja pego pela Mãe da Rua, ele deverá ajudá-la a pegar as demais crianças. A brincadeira termina quando todos os participantes forem pegos.
A primeira criança que foi pega será a Mãe da Rua na próxima rodada.
Corre Cotia
Faixa etária: Acima dos 4 anos
Escolha a criança que será o pegador. Dê a ela um lenço. Então, peça para as demais crianças se sentarem no chão em um círculo. Enquanto cantam a parlenda Corre Cotia, o pegador caminha do lado de fora do círculo ao som da música. Ao final da canção, todos fecham os olhos. Então, o pegador deixa o lenço cair atrás de uma das crianças.
Ao abrir os olhos, a criança que tiver com o lenço atrás de si deve se levantar e correr atrás do pegador. Nesse movimento, o pegador deve ser mais ágil para ocupar o lugar vago na roda. Se ele conseguir, o participante que ficou com o lenço na mão deve se tornar o pegador. Caso contrário, se o pegador for apanhado antes de conseguir se sentar no lugar do companheiro, então, ele continua na mesma função na próxima rodada.
Essa é uma das muitas versões da parlenda Corre Cotia:
Corre cotia
de noite e de dia
Comendo farinha
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moça (o) bonita (o) do meu coração
Criança: Posso jogar?
Roda: Pode!
Criança: Ninguém vai olhar?
Roda: Não!
É um, é dois, é três!
SUL
Coelho sai toca
Faixa etária: Acima de 5 anos
Nessa brincadeira as crianças devem se dividir em trios, formando uma roda Em cada trio, duas delas dão as mãos e erguem os braços, formando uma “toca para o coelho”. O terceiro integrante do time se agacha entre os colegas, representando o coelho.
Uma criança deve ficar no centro da roda sem toca. Para movimentar a brincadeira, ela deve dar alguns comandos, como, por exemplo: “Coelhinho sai da toca” Nesse momento, as crianças saem de suas tocas para irem se refugiar na toca mais próxima. Essa é a oportunidade que a criança sem toca tem de entrar na toca de alguém. Quem ficar sem toca vai para o centro da roda e a brincadeira recomeça.
A criança que está sem toca também pode dizer: “Toca troca de lugar!” Nesse caso, são as tocas que devem trocar de coelho.
Há ainda a possibilidade de deixar a brincadeira ainda mais emocionante. Se a criança que comanda o jogo disser: “terremoto”, tanto as tocas quanto os coelhos devem ser trocados.
Caiu na rede é peixe
Faixa etária: Acima de 4 anos
Essa é uma variação da brincadeira pega-pega. Escolha uma criança para ser o pegador. Os demais participantes se espalham. A criança deve correr para tentar pegar as demais. Mas o diferencial aqui é que, à medida que o pegador toca os fugitivos, eles devem dar as mãos, formando assim uma “rede” ou uma corrente, até pegarem todos os participantes da brincadeira.
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