Tempo de leitura: 5 minutos
No vídeo de hoje, entrevisto um professor fantástico: Nathan Freeman. Conversamos sobre vários assuntos relacionados à educação de crianças, especialmente educação clássica e ensino de línguas. A entrevista está excelente, com muitas orientações práticas. Vale a pena conferir!
O link para a segunda parte da entrevista está logo abaixo do vídeo.
Link para a segunda parte da entrevista
Resumo do conteúdo da Entrevista
Meu nome é Nathan Freeman, nasci nos Estados Unidos, onde terminei a universidade e o mestrado em línguas clássicas e alemão. Depois disso, fui para o Canadá ensinar latim numa escola secundária católica, usando o método natural. Posteriormente, passei alguns anos na Argentina usando esse método com crianças pequenas e até maiores.
Para os alunos pequenos, uma experiência poética do mundo é a coisa mais importante. E não digo poética somente de obras escritas em verso, mas falo de uma visão mais ampla, uma experiência do mundo como fascinação. Por isso podemos dividir essa maneira de aprender em várias categorias. Uma categoria de experiência na Natureza. Não uma experiência, para as crianças, científica, mas uma experiência na Natureza por sua beleza, por sua fascinação, por seu poder de nos atrair para, depois, entender e aprender as ciências naturais. Primeiro, portanto, os alunos menores precisam experimentar o mágico da Natureza, observar, caminhar nas serras, nas montanhas, com os professores ou com os pais, a fim de adquirir uma fascinação pela própria Natureza. Isso é muito importante, principalmente em nossa época, em que muitas pessoas vivem mais afastadas da Natureza e não têm tanta experiência com ela. Isso é muito importante para as crianças.
Outra coisa que um aluno menor deve ter é a oportunidade de se movimentar, por meio da ginástica e também do atletismo. Correr, jogar, ser criança, afinal, e mover o seu próprio corpo para conhecer o poder do corpo humano, para conhecer a alegria de ser são, de ter um corpo são, jogar e aprender como já funciona, dentro de um jogo, uma espécie de pequena sociedade humana. Há regras, há papeis, há várias pessoas. Jogar bem é uma maneira de aprender, pelo jogo, como ser um ser humano dentro de uma sociedade mais humana. E, por fim, a importância da literatura bela. Porque a literatura pode dar experiência de outra parte do mundo, de outra época, de outra gente que não podemos conhecer no nosso ambiente, no nosso recanto do mundo. E a fim de despertar o interesse de aprender, é muito importante não apenas uma história científica, mas contos, como as fábulas, porque estimulam a alma da criança a se interessar pelo mundo, despertam o interesse em conhecer todo este mundo cheio de beleza.
A música é outra maneira de experimentar a vida poética. Ela é diferente do movimento corporal, da observação da Natureza. Há mais imaginação em ouvir música. Pois a música entra, ouve-se, e é possível imaginar um mundo totalmente independente do meu ambiente, apenas por meio dos sons, das notas. Como que se pode sentir a música. Não aprender música como matéria, formalmente, ao menos no início. Depois sim, sem dúvida. Primeiro, porém, é muito importante que a criança de poucos anos tenha uma experiência imaginativa por meio da música. A música pode excitar mais a imaginação, pois é algo bem diferente. De fato, a música, somente pelas notas, pode oferecer a imagem de um céu aberto na Rússia, a ideia de amor entre uma mãe e um filho, a do triunfo de militares retornando de uma batalha. Por isso ela pode ser também, com a literatura, com a Natureza, um bom início para os alunos menores.
Já o tema das ilustrações dos livros infantis é bem importante para nós, porque também se relaciona com a Natureza. A Natureza é assim: uma árvore se parece com isto; plantas, montanhas, com aquilo; seres humanos com isso outro. Se a imagem de um livro não é um espelho da Natureza, será uma corrupção da Natureza. E essa corrupção da Natureza pode dar a entender ao aluno que a Natureza não segue leis. Mas, como sabemos, há leis naturais, e os que não seguem as leis naturais correm muito perigo. Por isso, para entender a Natureza, as imagens de um livro precisam ser um espelho da Natureza. Assim, a beleza da Natureza precisa ser vista nos livros. Se a imagem de um livro não é, minimamente, um espelho da Natureza, deixa de inculcar a beleza no aluno.
A Natureza encerra muitas diferenças. Quando se vê num livro uma árvore, uma flor, já é uma idealização dela, mas isso não pode ser menos do que a Natureza, somente mais. A Natureza e sua idealização, por causa da beleza.
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Hola!!!! Sou Brasileira e vivo na Argentina, e estou lendo e averiguando os métodos de alfabetização e aprendizagem para meus filhos que serão desescolarizados o ano que vem. Tenhos 3 filhos, 7,4,3 anos. E gostaria de saber qual o colégio que o prof. Nathan esteve trabalhando na Argentina para que eu possa contactar e verificar se há algum docente que poderia me ajudar mais “ao vivo” com o Trivium e a Educação Clássica.
Muito obrigada! São de grande ajuda todos os vídeos, artigos, etc.
Saludos desde Argentina. Bendiciones,
Caroline
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Excelente vídeo, assim como os anteriores. No segundo bloco, fez-se menção a um terceiro, onde se trataria do trivium e do quatrivium, mas não há link para visualização do vídeo. Ele será disponibilizado? Abs e parabéns pelo trabalho!
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Olá.
Excelente entrevista. Mas estou querendo muito a terceira parte da entrevista. Vocês irão disponibilizar ?