Fonoaudióloga Melhorou o Desempenho dos Seus Pacientes com os Exercícios de Pré-alfabetização

Tempo de leitura: 13 minutos

Assista com atenção à inusitada entrevista que fiz com Giselle Nani. Por que inusitada? Porque Giselle NÃO é mãe, mas fonoaudióloga, especialista em crianças, e decidiu utilizar meu método de pré-alfabetização para atender melhor seus pequenos pacientes com dificuldades de leitura e escrita. Os resultados obtidos por ela são impressionantes. Reserve alguns minutos de seu dia e escute as informações valiosíssimas que Giselle dá aos pais.

O professor Carlos Nadalim conversa com a fonoaudióloga Gisele Nani, aluna da segunda turma do curso Ensine seus Filhos a Ler. Ela utilizou os conteúdos do curso com seus pacientes e obteve resultados interessantíssimos.

Prof. Carlos Nadalim: Giselle, boa noite.

Giselle Nani: Boa noite, professor. Tudo bem?

Prof. Carlos Nadalim: Tudo bem com você?

Giselle Nani: Tudo jóia, graças a Deus

Prof. Carlos Nadalim: A Giselle fez a inscrição no curso por um motivo muito especial, ela é uma profissional, é fonoaudióloga e, depois de terminar o curso, começou a utilizar os conteúdos com os pacientes dela. Ela tem recolhido resultados interessantíssimos, e é sobre isso que vamos conversar agora. Antes de começarmos a nossa entrevista, de onde você fala?

Giselle Nani: Falo de Lavras, sul de Minas Gerais.

Prof. Carlos Nadalim: Você é fonoaudióloga há quantos anos?

Giselle Nani: Vou fazer 11 anos de formada.

Prof. Carlos Nadalim: Eu levei um “susto” no começo quando fiquei sabendo que havia uma fonoaudióloga no curso. Eu não esperava.

Giselle Nani: Eu imagino que não seja uma clientela comum.

Prof. Carlos Nadalim: Quero começar nossa conversa perguntando por que você se interessou por esse curso, visto que você é uma fonoaudióloga, uma profissional nessa área.

Giselle Nani: Na minha área, reabilitamos crianças que têm alguma dificuldade de aprendizagem na linguagem escrita, como costumamos chamar. Durante a graduação, vemos as alterações que uma criança pode apresentar nesse período, mas não recebemos formação para alfabetizar uma criança. Apenas reabilitamos de acordo com os nossos conhecimentos. Então, como já acompanhava seu trabalho pela internet – pelo Youtube, pois ainda não havia o site -, comecei a me interessar bastante. E isso coincidiu com um trabalho que eu ia começar em uma APAE em minha cidade com crianças com algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Foi por essa necessidade que eu busquei o seu curso.

Prof. Carlos Nadalim: Foi uma espécie de complementação?

Giselle Nani: Isso. Uma capacitação a mais para eu poder ajudar da melhor maneira possível essas crianças que já apresentam tantas dificuldades e são tachadas de tantas formas pela escola.

Prof. Carlos Nadalim: Você poderia comentar um pouco a respeito do fenômeno da emissão de diagnósticos como dislexia, déficit de atenção etc., muitas vezes emitidos por professores? Isso realmente acontece?

Giselle Nani: Sim, professor, com certeza. Comecei a fazer esse trabalho com as crianças, que chegam para mim direto das escolas; muitas vezes elas me são encaminhadas pelos próprios professores, já com o diagnóstico de dislexia, de déficit de atenção e hiperatividade. E vejo que há um abuso nisso. Depois que eu fiz o seu curso e depois de ouvir o professor Luiz Faria falar, eu aprendi e comecei a perceber que está havendo uma sobrecarga sobre essas crianças. Elas chegam já com esses diagnósticos e, após uma simples avaliação, muitas vezes percebo que na verdade elas não foram adequadamente alfabetizadas – e se não foram alfabetizadas da maneira correta, certamente apresentarão dificuldades de leitura e escrita. Quanto ao déficit de atenção, percebo que, como tais crianças estão sendo expostas aos métodos globais, silábicos e mistos, não são expostas a atividades que requerem concentração, atenção, foco e disciplina. Quando essas crianças precisam se concentrar em atividades mais elaboradas, mais difíceis, elas acabam apresentando dificuldade de ficar atentas por muito tempo. Percebo cada vez mais, por causa da área em que atuo, que as crianças estão recebendo diagnósticos médicos e de professores e tomando cada vez mais medicações. Podemos trabalhar com elas de forma bem mais tranqüila, com atividades simples que aprendemos no seu curso. Acho que as crianças poderiam estar passando por menos sofrimento do que estão.

Prof. Carlos Nadalim: Não sei se você vai concordar comigo, mas há vários diagnósticos emitidos por professores e até médicos que muitas vezes são falsos porque, no fundo, o que acontece é que as crianças não receberam uma instrução adequada na escola.

Giselle Nani: Isso. Infelizmente não posso dar continuidade e levar seu curso ao pé da letra com cada criança, porque não estou com elas diariamente. Mas com as poucas atividades que posso realizar com elas já percebo uma melhora na atenção, na concentração e na memória auditiva de curto prazo, que é muito importante para o desempenho na leitura. Vejo que, mesmo não fazendo diariamente as atividades com elas, ainda assim elas apresentam ganhos. E isso é que me fez, ao longo do tempo, perceber que é justamente por essa falta de instrução correta que elas estão recebendo diagnósticos errôneos, que estão sendo tachadas de crianças com dificuldade na escola e com problemas de comportamento. E tenho visto que não é bem por aí.

Prof. Carlos Nadalim: Não queremos de forma alguma dizer que a dislexia não existe, muito menos o déficit de atenção e hiperatividade. Eu estudei o assunto. Esse método que eu uso tem raízes nesse campo em que se tenta ajudar crianças com dislexia. Veja que coisa interessantíssima.

Giselle Nani: Com certeza. Eu falo isso porque, quando a criança chega para mim, vem com um relato do professor ou de um médico já com um diagnóstico. E no início da avaliação muitas vezes eu percebo que a criança sequer é alfabetizada. Crianças de 7, 8 e 9 anos não reconhecem todas as letras ainda ou nem sabem que a uma letra corresponde um ou mais sons. Vejo que existe um déficit na maioria dos casos – como você disse, não estamos aqui para dizer que não existe dislexia ou déficit de atenção, mas estão superestimando a dislexia e o déficit de atenção. E na maioria das vezes, pelo que tenho visto, trata-se de problemas bem mais simples de resolver.

Prof. Carlos Nadalim: Mas agora vamos falar de coisas positivas. Queria que você falasse sobre os resultados que você colheu em sua atuação. Se puder, apresente alguns exemplos – é claro que não precisa mencionar nomes. Mas seria interessante você relatar, de forma resumida, a idade da criança, como ela chegou e o que você fez.

Giselle Nani: Atualmente eu tenho um paciente de 10 anos. Ele chegou com muita dificuldade de aprendizagem de escrita, leitura e interpretação. Aos poucos fui apresentando para ele os exercícios, especialmente os de memória auditiva de curto prazo, porque realmente há um déficit nessa habilidade. E isso dificulta muito. À medida que fomos trabalhando essa habilidade, ele foi melhorando também o desempenho em leitura. Para essa criança comecei a expor os fonemas com seus respectivos sons, com a representação gráfica e fomos trabalhando de forma lúdica. Eu utilizo algumas das suas atividades, mas nós, fonoaudiólogos, temos de ter a cabeça a mil por hora para achar sempre alguma coisa divertida. Depois que foi exposto aos fonemas e aos sons, ele apresentou uma melhora significativa especialmente na hora de escrever. Além da leitura, ele tinha uma dificuldade muito grande de qual letra usar em cada momento, trocava o “p” pelo “b” e trocava especialmente a vogal “a” pela vogal “e” no final das palavras. Depois que apresentei os sons para ele, ele começou a ter um desempenho melhor. Duas pacientes minhas têm uma patologia chamada distúrbio do processamento auditivo central, que está diretamente ligada à decodificação e codificação dos sons das letras. Fazendo com elas atividades que você passou sobre os ritmos e a freqüência dos sons, elas demonstraram uma melhora muito grande, principalmente na hora da interpretação do texto – elas tinham dificuldade de fazer a seqüenciação do texto corretamente. São duas irmãs gêmeas e são das poucas pacientes que estão comigo há bastante tempo – por volta de 8 meses. Como chegaram já com o diagnóstico de distúrbio do processamento auditivo central, eu iniciei com essa parte na reabilitação e, junto com isso, outras estratégias, como atividades de memória de curto prazo, exercícios de seqüência, de tempo e algumas atividades de psicomotricidade que trabalham seqüência e tempo. Vou utilizando atividades de acordo com o que meus pacientes vão apresentando. À medida que vai dando certo, vou incorporando as atividades e eles têm evidenciado bons resultados. Em outra APAE, em uma cidade próxima, trabalho com uma população diferenciada, de crianças de 3 e 4 anos, algumas com alguma alteração neurológica. Com elas tenho trabalhado especialmente as atividades de psicomotricidade – as primeiras que o professor apresentou -, os resultados têm sido muito positivos.

Prof. Carlos Nadalim: Foi bom você tocar nesse assunto, porque há pais e pessoas que acompanham o blog que pensam que estou apenas apresentando aqui o método fônico, aquele da “Casinha Feliz”, das boquinhas, esses métodos tradicionais. Você, que é uma profissional e com certeza conhece esses e outros métodos, diga: nosso programa é diferente?

Giselle Nani: Nossa, é completamente diferente! Na verdade, algumas coisas abordadas no seu curso estão presentes nesses métodos, mas não há comparação. Seu curso tem um passo-a-passo contemplando todos os pré-requisitos de que a criança precisa para ser alfabetizada de maneira eficaz. Isso não acontece com o restante dos métodos, eles fazem uma confusão danada na cabeça das crianças. O seu curso, além de tudo, tem essa parte motora, que é muito importante. Pelo que eu acompanho na escola da APAE, onde estou mais presente, simplesmente aboliram atividades direcionadas de motricidade, de coordenação motora fina e grossa, e que faziam parte das nossas brincadeiras quando crianças – isso mais tarde faz muita falta. O que acho muito bacana em seu curso é que ele engloba todas essas habilidades para a criança desenvolver, ter um bom desempenho e estar preparada para receber o aprendizado da alfabetização.

Prof. Carlos Nadalim: Muito bom, Giselle. Eu gostaria de conversar mais com você, porém por causa do tempo terei de interromper a entrevista, fazendo a última pergunta: que conselho você deixaria aqui para os pais que assistem a este vídeo?

Giselle Nani: Em primeiro lugar, deixo o conselho principal: se vocês tiverem oportunidade, façam o curso. Vocês não vão se arrepender! Vocês e seus filhos só têm a ganhar. E uma coisa muito importante que gostaria de colocar como profissional da área da saúde que trabalha com a educação é que, sempre que você notar alguma dificuldade escolar ou de aprendizagem em seu filho, antes de levá-lo a um médico que receitará uma medicação forte ou dará um diagnóstico fechado para seu filho, procure alternativas primeiro. Uma fonoaudióloga ou psicopedagoga capacitada poderá fazer uma avaliação correta, detalhada, minuciosa e ver se realmente a dificuldade do seu filho é passível de medicação ou se ele só precisa retomar uma aprendizagem que não foi eficaz na época de sua alfabetização, ou se ele só precisa de um apoio em algo que não ficou bem estruturado mais cedo. Gostaria que os pais ficassem atentos a isso, porque hoje infelizmente os pedagogos, as escolas, os professores e alguns médicos – falo isso infelizmente, mas é o que acontece no meu dia-a-dia de trabalho – simplesmente mandam para a gente crianças muito pequenas já diagnosticadas com algum problema grave, às vezes envolvendo medicação.

Prof. Carlos Nadalim: Em síntese, Giselle, o problema hoje em dia é, em grande parte, instrucional e nós estamos carimbando as crianças com patologias que, na maioria dos casos, não existem.

Giselle Nani: Com certeza. Gostaria de falar para os pais perderem só um pouco mais de tempo na hora de escolherem escolas para os filhos, pois essa hora é decisiva. Hoje infelizmente todo mundo tem a vida muito corrida e as crianças acabam indo muito cedo para as escolas. Mas, já que os pais têm de fazer esse tipo de coisa, que ao menos cuidem um pouco mais da escolha da instituição em que deixarão seus filhos.

Prof. Carlos Nadalim: Giselle, foi um prazer conversar com você.

Giselle Nani: O prazer é meu, professor. Fico muito feliz porque eu já fiz o curso há bastante tempo e estar em contato com vocês é muito bom, muito gratificante. Eu é que agradeço, do fundo do coração.

Prof. Carlos Nadalim: Fico muito feliz em ouvir tudo isso e em saber que eu consegui auxiliar uma fonoaudióloga – isso nunca passou pela minha cabeça quando lançamos a primeira e a segunda turmas. Isso para mim é motivo de muita alegria. Parabéns pelo seu trabalho e obrigado por ter confiado no curso.

Giselle Nani: Espero que as pessoas que vão assistir a este vídeo futuramente, sejam fonoaudiólogas, pedagogas ou psicopedagogas, sigam meu exemplo de comprar seu curso, participar e aprender tanto quanto eu aprendi.


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4 Comentários


  1. Olá, estou fazendo graduação em fonoaudiologia e também logo serei mãe. Já queria fazer o curso do Prof. Carlos e agora que vi essa entrevista com a Giselle a vontade só aumentou. Estão de parabéns!

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    1. Pâmela Arumaa

      Que bom que está achando, Vilma.

      Continue nos acompanhando.

      Abraços.

      Responder

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