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Aqui vão mais 3 dicas para os pais com filhos desobedientes. São estratégias que você pode aplicar hoje mesmo. Faça o teste e diga-nos se funcionou.
Recentemente gravei um vídeo com 5 dicas para pais com filhos desobedientes e a repercussão foi muito positiva. Eu acompanhei os comentários no vídeo tanto em nosso canal no YouTube quanto no Facebook, e em poucas semanas os pais aplicaram as dicas e começaram a ver os resultados. Diante dessa repercussão resolvi passar mais 3 dicas para que você melhore a sua interação verbal com seus filhos a fim de torná-los mais obedientes.
A primeira dica é a seguinte: seja positivo com seu filho. O que quero dizer com isso? Suponhamos que seu filho esteja correndo dentro de casa. Em vez de dizer “Pare de correr! Não corra dentro de casa!”, você pode adotar a seguinte estratégia: “Aqui na sala se anda. Lá fora é o lugar de correr!”. Entendeu a idéia? Seja positivo. Outro exemplo: a criança está jogando bola na cozinha. Você pode dizer “Aqui se cozinha. Lá na quadra você pode jogar bola”. Entenderam? Você pode dizer “não” para as crianças, mas muitas vezes o “não” é entendido como uma ameaça, o que faz com que a criança se feche. Por isso é melhor adotar essa estratégia, porque a criança entenderá que não é a ação o que é proibido, mas sim o local.
A segunda dica é muito sutil, porém eficaz. Você já passou por aquela situação em que a criança está sentada à mesa e você quer que ela coma toda a salada? Então você diz: “Filho, se você comer toda a salada, vai ganhar a sobremesa”. Qual o problema aqui? Você quer que a criança obedeça à sua ordem e não deseja lhe dar uma opção, mas usando o “se” você cria uma opção. A criança tem então a opção de não comer a salada e ficar sem a sobremesa. Por isso, use o “quando”: “Quando você terminar de comer a salada de brócoli, eu lhe darei a sobremesa”. Ao empregar a palavra “quando” você cria uma expectativa de obediência; se usar “se”, você estará sugerindo que a criança tem uma escolha e não é isso o que você deseja.
A terceira dica na verdade é uma regrinha: primeiro aproxime-se de seu filho, depois emita a instrução. Por exemplo: a mãe está na cozinha preparando o jantar enquanto o filho está no quarto. Lá da cozinha a mãe começa a berrar: “Filho! O jantar está na mesa!”. E a criança não vem. Depois a mãe grita de novo, e nada da criança. A mãe, então, brava, vai até o quarto: “Você não escutou?!”. Evite tal tipo de postura, porque seu filho tem a impressão de que, se você está dando um comando aos gritos, lá da cozinha, ele não é tão importante assim. O que você deve fazer? Dirija-se ao quarto do seu filho e diga com firmeza: “Filho, daqui a pouco o jantar vai estar na mesa”. Depois envolva-se um pouco com a atividade de seu filho e saia do quarto. Seu filho vai entender: esse comando realmente é sério, a instrução é séria.
A partir do momento em que eu comecei a usar essa estratégia eu vi que realmente funciona. Eu preciso confessar que muitas vezes na correria nós acabamos pensando que não vai dar tempo, que não dá para fazer assim, mas isso é uma falha nossa.
Outro detalhe importante: se a criança está brincando e você preparando o jantar, você estabeleceu um objetivo (terminar o jantar), mas seu filho, brincando, também criou objetivos, estabeleceu metas. Por que, ao alcançar a sua meta, você vai interromper seu filho e impedir que ele alcance os objetivos que estabeleceu? É claro que você precisa respeitar a atividade que ele está realizando no quarto. Você precisa dar-lhe a oportunidade de terminar a atividade para que possa então obedecer à sua ordem. No fundo, quando as crianças não obedecem a um comando dos pais, não temos só um problema com a distância, mas um cruzamento de objetivos, uma interrupção da atividade infantil. Você acaba criando na criança a seguinte idéia: “Se eu estabeleço objetivos, não sou obrigada a cumprir. Para que ter objetivos na vida?”. Ou o que é pior: o pai vai até o quarto, diz que está na hora do jantar e começa a guardar tudo. Ou seja, ele faz tudo no lugar do filho. As duas hipóteses são desastrosas. Em uma ele vai entender que, ao estabelecer objetivos, não é obrigado a cumpri-los ou, no segundo caso, que, mesmo que defina objetivos, alguém vai cumprir no lugar dele. Não acontece isso nas escolas? Crianças do primeiro ao quinto ano que só terminam as atividades se tiverem a ajuda de alguém. Será que isso não tem raízes no seio familiar? Um mau hábito?
Então é isso. Aplique as dicas em sua casa e, quando começar a colher os resultados, deixe seu comentário, porque é sempre importante para o blog saber qual o efeito das dicas nas famílias que acompanham nosso canal. E não se esqueça, se você tem interesse em introduzir seus filhos no universo da alfabetização, cadastre o seu email para que você receba as informações da próxima Jornada da Alfabetização em Casa.Trata-se de um evento totalmente online e gratuito.
Fiquem com Deus e até a próxima.
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Professor Carlos, você é de ouro! Muito obrigada.
Encantada e sem palavras.
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Nossa, muito bom mesmo, pude perceber que falta muito em mim para que minha filha venha mudar.
Obrigada pelas dicas, dicas essas que viunlevaf para o resto da vida. Parabéns !
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Olá! Há tempo venho recebendo suas dicas, porém não as apliquei ainda, pois tenho dúvidas se seriam eficazes para crianças com idades acima dos 10 anos. Minha filha já está com 11 anos e tem muitas dificuldades no aprendizado e traz muitas tarefas inacabadas em sala para fazer em casa, então li o trecho “Não acontece isso nas escolas? Crianças do primeiro ao quinto ano que só terminam as atividades se tiverem a ajuda de alguém. Será que isso não tem raízes no seio familiar? Um mau hábito?” e percebi que meu modo de educá-la a prejudicou e a prejudica, será que ainda há tempo para reverter esse caso? Por favor, gostaria muito de sua ajuda.
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BOM DIA PROFESSOR
SOU MÃE DE UMA CRIANÇA AUTISTA… SEUS CONSELHOS E ENSINAMENTOS COMO POSSO ADEQUARA MINHA REALIDADE…
OBRIGADA
ADRIANA
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Bom Dia Prof Carlos,
Essa técnica funciona para crianças com menos de 2 anos?
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Tenho duas meninas elas briga de mais o que eu faco cm as duas