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Hoje resolvi falar sobre as balelas propagadas pelo movimento construtivista no Brasil, que condenam nossas crianças ao analfabetismo funcional.
Neste vídeo vou falar rapidamente sobre uma abordagem de aprendizado e ensino da leitura que não é flor que se cheire. O nome dessa abordagem é whole language, uma expressão inglesa traduzida no Brasil por “linguagem integral” ou “linguagem completa”.
De forma muito direta apresentarei as principais características dessa abordagem para que, no fim do vídeo, respondamos à seguinte questão: Quando as crianças enfrentam dificuldades ou até mesmo fracassam no aprendizado da leitura a culpa geralmente é de quem?
Já recebi várias mensagens de pais que, querendo saber o porquê do baixo desempenho de seus filhos em leitura, escutam de profissionais da área da educação respostas como: “Fique tranqüilo, tudo isso é muito natural. Seu filho está em processo de letramento e um dia ele chegará lá” ou “Você precisa entender que cada criança tem seu ritmo de aprendizagem”, e por aí vai. Eu decidi abordar tal assunto para que compreendamos as origens de todas essas respostas.
Passemos então para as principais características dessa abordagem.
Primeira característica: aprender a ler é um ato espontâneo, tão natural quanto aprender a falar. As crianças, assim, devem aprender a ler da mesma forma que aprenderam a falar, isto é, sendo expostas à interação com adultos, mas sobretudo a uma variedade de textos autênticos e de diferentes gêneros.
Segunda característica: as crianças aprendem a ler levantando hipóteses sobre a escrita, sobre os conteúdos dos textos, sobre as relações entre as letras e os seus valores fonológicos, entre as palavras escritas e seus significados e assim por diante. Basta expor as crianças a textos e à interação com adultos para que elas, sozinhas, estabeleçam todas essas relações.
Terceira característica: as crianças aprendem a ler lendo. Par um dos defensores dessa abordagem, a leitura não passa de um jogo psicolingüístico de adivinhações. Durante a leitura, as crianças são incentivadas a usar pistas, dicas, a explorar índices disponíveis no texto, para que assim adivinhem aquelas palavras desconhecidas. Vejam que o reconhecimento de palavras aqui é igualado a um jogo psicolingüístico de adivinhações.
São essas as principais características dessa abordagem. Porém há um problema aqui: todas essas idéias sobre o aprendizado da leitura são falsas, equivocadas. Por que são falsas?
Primeiro, a escrita alfabética é uma invenção da humanidade e não tem absolutamente nada de natural. O aprendizado da leitura não é um ato espontâneo ou um ato natural, mas sim um ato cultural que depende de instrução explícita e sistematizada.
Segundo, se o alfabeto é uma invenção da humanidade e não foi descoberto pela humanidade, como podemos admitir que as crianças, por si mesmas, serão capazes de levantar hipóteses sobre o material escrito e chegar a conclusões sobre o que o alfabeto representa? Isso, definitivamente, é uma tolice.
Terceiro, as crianças não devem aprender a ler lendo. Como pode uma criança ler um texto se ela é incapaz de decodificar ou identificar automaticamente as palavras de um texto? Isso é um absurdo!
Quero que você preste muita atenção a isto aqui: essas são apenas algumas das maluquices que foram, no Brasil, disseminadas pelo movimento construtivista. O construtivismo foi assumido pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), do Ministério da Educação, e por isso essa abordagem chega a várias escolas do nosso país.
Quais são as conseqüências de tudo isso? Se não é necessária qualquer instrução no ensino da leitura, os professores não são responsáveis diretamente pelo fracasso das crianças no aprendizado da leitura. As crianças, ainda que não consigam ler e escrever, em geral passam de um ano a outro em nome da promessa de que um dia serão capazes, sozinhas, de aprender a ler e a escrever.
Agora podemos responder àquela pergunta que apresentei no começo do vídeo: Quando as crianças enfrentam dificuldades ou até mesmo fracassam no aprendizado da leitura, a culpa geralmente é de quem? Se aprender a ler é um ato espontâneo, tão natural quanto aprender a falar, quando a criança não aprende a ler, a culpa é dela. Se a criança aprende a ler levantando hipóteses sobre o material escrito, explorando dicas, pistas, índices disponíveis no texto a fim de descobrir as palavras, quando a criança não aprende a ler, a culpa também é dela. Se a criança aprende a ler lendo, quando ela não aprende a ler, mais uma vez, a culpa é dela.
Agora vocês estão entendendo porque aqueles profissionais da educação, que adotam essa abordagem em sala de aula, quando questionados por pais de crianças que enfrentam dificuldades no aprendizado da leitura, costumam dizer que essas crianças devem ter algum “atraso de desenvolvimento” ou que são muito desatentas em sala de aula, e assim por diante. É claro que essas alegações em certos casos podem ser verdadeiras. O problema é que nós sabemos que hoje, no Brasil, infelizmente várias crianças enfrentam dificuldades no momento da leitura em função dos métodos adotados por certas escolas.
Para exemplificar tudo o que eu disse no vídeo, lerei a mensagem de uma mãe que acompanha o blog Como Educar Seus Filhos. Ela diz o seguinte:
Tenho duas crianças, uma em idade “normal” de alfabetização (quase 5 anos) e outra que já passou do período de alfabetização, ela tem 9 anos e não lê quase nada, pula letras, esquece de cortar o “t”. A escola diz que é um processo normal de letramento, que cada criança tem seu tempo, mas eu não aceito isso. Parece-me muito estranho. [E é muito estranho mesmo.] Com o filho de minha amiga é pior, ele é de outra escola. Ele tem 10 anos e não lê direito. Engole as sílabas, não consegue ler o que escreveu. Procurei saber e são todos construtivistas.
Depois de acompanhar essa mensagem chegamos ao fim deste vídeo e a conclusão é muito simples: devemos evitar a todo custo a adoção dessa abordagem que é extremamente ineficaz.
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Fique com Deus e até a próxima!
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Olá, assisti ao vídeo e venho passando por uma situação difícil de aprendizagem do meu filho, qual seria a metodologia de aprendizagem mais indicada?