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A exposição à televisão e a outras mídias digitais é prejudicial? Qual o tempo máximo de exposição diária a essas mídias? Há algum problema em deixar os filhos sozinhos em frente à T.V.? No vídeo de hoje, o professor Carlos Nadalim responde a essas e outras perguntas.
Olá, seja bem-vindo a mais um vídeo do blog Como Educar Seus Filhos. Hoje vamos tentar equacionar muito rapidamente um problema bem comum: a superexposição das crianças a filmes e desenhos, transmitidos por tablets, celulares, TVs etc.
Vamos lá!
Há pais que são taxativos: as crianças não devem ter contato com monitores, não devem assistir a filmes ou desenhos, porque isso é definitivamente prejudicial. Essa corrente tem de ser respeitada, e cada família deve fazer o que acha melhor para seus filhos.
Contudo há outros pais que consideram inevitável a introdução de aparelhos eletrônicos na rotina das crianças. Para esses pais, nós podemos seguir a Academia Americana de Pediatria, que recentemente fez uma atualização importante. A Academia diz atualmente que, se os pais desejam introduzir as mídias eletrônicas no dia-a-dia dos filhos, isso só deve acontecer a partir dos 18 meses de idade das crianças. Antes disso, deve-se evitar ao máximo a exposição às mídias eletrônicas e digitais.
Qual a minha opinião a respeito disso? Eu concordo com a Academia. De fato, crianças superexpostas a mídias digitais acabam sendo prejudicadas em vários aspectos. Converso com freqüência com pais de crianças que ficam em sala de aula olhando para o horizonte, para as paredes… Faço-lhes uma pergunta básica :“Seus filhos assistem a desenhos ou filmes todos os dias?”. E eles respondem: “Sim, ficam a manhã inteira assistindo”.
A partir dos 18 meses, como introduzir essas mídias em casa? Em primeiro lugar, como defende a Academia, você deve escolher programas de alta qualidade. Em segundo lugar, deve acompanhar as crianças e assistir com elas os desenhos e filmes. Evite, portanto, a prática hoje tão comum de ligar a televisão e deixar os filhos por horas em frente ao aparelho – muitos pais o fazem para conseguir um pouco de tempo e de tranqüilidade.
Para crianças entre 2 e 5 anos, a Academia repete as mesmas recomendações, mas é taxativa ao dizer que, nessa faixa etária, a exposição não pode passar de 1 hora por dia.
Para crianças de 6 anos em diante, a Academia sugere que os pais estabeleçam um limite diário e, além disso, analisem se a exposição às mídias eletrônicas não vai prejudicar o sono e afastá-las da prática de atividades físicas. A mesma Academia também diz que crianças que praticam atividades físicas com regularidade tendem a se afastar das mídias digitais.
Já sabemos que os pais devem acompanhar as crianças, assistindo aos filmes e desenhos com elas. Mas o que fazer nesses momentos? É possível adaptar as dicas que eu já passei aqui sobre leitura em voz alta, mas em vez de utilizar um livro você utilizará um desenho animado.
No primeiro dia apenas assista ao desenho com seu filho, de forma muito tranqüila, descontraída, do começo ao fim, sem fazer interrupções. No segundo dia faça pequenas pausas ao longo do desenho e comece a explorar o cenário. Faça perguntas básicas nos primeiros dias, como: “Quem está no centro da tela?” ou “Qual é a cor do chapéu daquele menino?”. Você começará a explorar as imagens da mesma maneira que fazemos quando estamos lendo livros ilustrados para as crianças.
Depois de algum tempo, a criança estará bem familiarizada com a história e você poderá fazer perguntas mais complexas. Em vez de apenas nomear as personagens ou dizer onde elas estão, você poderá começar a perguntar o porquê de tal coisa ter acontecido, o que as personagens estão fazendo e exigir respostas mais completas, aplicando a técnica da modelagem da linguagem para que a criança comece a expandir as respostas. Chegará então o momento em que a criança será capaz de recontar a história inteira, do começo ao fim e com todos os detalhes, sem assistir ao desenho.
Essas são estratégias que você pode adotar para interagir com seu filho ao longo da apreciação de desenhos e filmes infantis.
Espero que, a partir de agora, você fique mais aliviado e assista aos desenhos e filmes infantis usando essas técnicas para estabelecer uma interação com seus filhos.
Fiquem com Deus e até a próxima!
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