Um Tipo de Balbucio que a Maioria dos Pais Desconhece. Balbucio | Parte 2

Tempo de leitura: 3 minutos

Existe um tipo de balbucio praticamente desconhecido pela maioria dos pais: o balbucio do homem trabalhador (termo cunhado por Maria Montessori). Por desconhecê-lo, nós geralmente cometemos um erro grave na educação de nossos filhos. É sobre isso que eu falo no segundo e último vídeo da minissérie sobre balbucio. Assista!

Este artigo é uma continuação do artigo anterior.

Nem só de sons verbais e musicais vivem as crianças. Existe também nelas uma inclinação às ações dos adultos. Desde pequenas, observam seus pais que, movidos por algum fim, manipulam, deslocam, utilizam ou fazem coisas. Na cozinha, a mãe a guardar os talheres inspira seus filhos no futuro a acomodarem objetos. No escritório, o pai a organizar os livros de sua biblioteca infunde nas crianças o desejo de um dia ordenar as coisas. Por mais que não o façam com essas intenções, os adultos motivam diariamente as crianças a imitarem-nos pelo simples fato de praticarem tarefas domésticas à vista delas.

Não é difícil inferir que as crianças tentarão converter o que observam em ações, usando os mesmos objetos ou coisas similares às escolhidas pelos adultos, nos mesmos ambientes ou em locais semelhantes, a fim de imitar as práticas de seus pais.

Os adultos, ignorando isso, precipitam-se em abortar as primeiras tentativas das crianças de concatenar uma seqüência de ações voltadas a um fim. A previsão de insucesso dos filhos logo faz com que os pais assumam a posição de defesa da mobília, dos objetos ou do próprio tempo. Então, afastam do alcance das crianças móveis e objetos. Ou o que é ainda pior: interrompem as atividades dos filhos, praticando no lugar deles aquilo que as crianças demorariam minutos para fazer.

É certo que as crianças pequenas muitas vezes não têm coordenação motora apropriada para determinadas tarefas, ou não visam a um objetivo lógico no que se propõem fazer. Guiadas pelo que vêem e por sua subjetividade, elas estabelecem finalidades próprias, não raro incompreensíveis para nós, adultos, mas que já expressam o anseio por trabalho. Se nessa fase as ações das crianças são interrompidas, há duas possíveis consequências: 1) condicioná-las a pensar que, quando estabelecemos um fim, podemos abandoná-lo no meio do caminho, visto que jamais o atingiremos com perfeição; 2) levá-las a crer que, uma vez fixada a meta, não temos de alcançá-la porque, ante nossa incapacidade ou até mesmo preguiça, alguém a cumprirá por nós.

É preciso entender que as ações das crianças, ainda que imprecisas e desprovidas de uma finalidade lógica, são, de acordo com Maria Montessori, as primeiras expressões do “balbucio do homem trabalhador”. Assim como as fases de balbucio lingüístico e musical antecedem a imitação perfeita de palavras e de padrões tonais e rítmicos, as crianças precisam atravessar a fase de balbucio do homem trabalhador, antes de imitarem com perfeição e propósitos de ordem lógica ações que observam no dia a dia.

Conhecendo agora a importância das fases de balbucio nas três áreas, o que se deve fazer? É preciso proporcionar um ambiente de estimulação verbal, musical e laboral, que conduza seus filhos às fases de balbucios apresentadas neste artigo.


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