Como Ler em Voz Alta Para Seus Filhos

Tempo de leitura: 19 minutos

Hoje quero tratar de um assunto levantado por vários pais em emails encaminhados para o blog: a leitura em voz alta. Na dica de hoje falarei um pouco sobre como e o que ler em voz alta para as crianças, bem como sobre os benefícios que a leitura em voz alta proporciona às crianças, principalmente na etapa que antecede a alfabetização. Se vocês seguirem o passo-a-passo da dica de hoje, podem ter certeza de que seus filhos deslancharão no processo de alfabetização e lerão com fluência. Antes, contudo, gostaria de ler e comentar alguns dos emails encaminhados por pessoas que acompanham nosso blog e que já colheram resultados ao aplicar o exercício do segundo vídeo, publicado na semana passada.

Comentários e Perguntas

Comentário de Daniel Alves: Fiz a “brincadeira” com minha filha. Ela gostou tanto que também quer montar sua ordem de barulhos de animais para que eu adivinhe.

Daniel, esse é um exercício simples e eficaz. Gostei do fato de você ter colocado a palavra brincadeira entre aspas em sua mensagem, pois o exercício de fato é uma “brincadeira”, mas tem um fim muito importante: o aumento da memória auditiva das crianças. Você não só está colhendo um resultado interessante, como também interagindo com sua filha de uma maneira leve e gostosa.

Quero aproveitar sua experiência e sugerir que você lance um desafio para sua filha, para torná-la ainda mais contagiante. Produza uma seqüência de sons e peça-lhe que aponte novamente para a seqüência produzida. Mas, num segundo momento, produza uma seqüência e reproduza-a depois retirando um som. Quando ela abrir os olhos, peça-lhe para dizer qual o som retirado da seqüência. Veja que agora, além de memorizar a seqüência, ela terá de ouvi-la novamente e identificar qual foi o som subtraído. Você pode subtrair um, dois ou três sons, fica a seu critério.

Comentário de Nivaldo e Roberta: Parabéns pelo ótimo trabalho. Aqui em casa já estamos colhendo os frutos da aplicação de suas dicas para nossa filha de 2 anos e meio. Tudo tão simples e a resposta tão rápida! Afinal, por que com tantos “especialistas” em educação pululando no rádio, TV etc. nunca soubemos nada a respeito? Obrigado.

Como eu disse no vídeo #2, os educadores que temos no Brasil aprendem nas universidades mais ideologias do que essas técnicas, que antigamente eram ensinadas no curso de Magistério. Parece-me que o curso de Magistério era mais técnico e tinha mais similaridades com o que fazemos aqui – dar dicas com finalidades práticas. Como hoje nas universidades parece que tudo o que tem utilidade não tem serventia alguma para os acadêmicos, sobrou para este pobre mortal prestar o serviço de dar dicas eficazes e que produzam um resultado.

Além dessas mensagens, já li praticamente todos os emails e respondi a 80 deles. Peço paciência a todos. Se eu não responder por escrito aos emails encaminhados, farei como hoje e responderei em uma das gravações. A participação de todos é muito importante, pois, lendo os emails, pude fazer um mapeamento dos principais interesses daqueles que acompanham o blog Como Educar seus Filhos. Os principais pontos de interesse e preocupação são os seguintes: eficácia do método de ensino Kumon (especialmente a matemática); ensino simultâneo de mais de uma língua estrangeira a uma criança; situação do homeschooling no Brasil; métodos brasileiros para pais que pretendem educar os filhos em casa; ensino de Língua Portuguesa e materiais eficazes; doutrinação ideológica nas escolas (sobretudo a de viés marxista) e emprego da metodologia construtivista nas escolas. Estou aqui para acalmá-los e dizer que tratarei de todos esses temas. Graças aos emails que vocês enviaram para o blog, hoje tenho certeza de que preciso treiná-los por meio de um curso intensivo em que eu possa abordar de modo mais detalhado todos esses assuntos, não me limitando a dar dicas curtas como as que publico nos vídeos.

No início, porém, escolhi concentrar-me no tema da alfabetização, uma vez que adultos, adolescentes e crianças com mais de 8 anos que carregam algum tipo de deficiência primária no tocante à alfabetização infelizmente terão de voltar a essa etapa e resolver as dificuldades. A idade não curará seus vícios. Se você tem uma criança que ainda não começou a ser alfabetizada, é preciso prepará-la para o processo de alfabetização, porque hoje muitas pesquisas provam que a etapa que antecede a alfabetização é decisiva para o alto ou baixo rendimento em leitura. Entenderam agora por que o blog Como Educar seus Filhos considera a temática da alfabetização o olho do furacão no campo da educação?

Se você tem um filho de 7 a 10 anos ou adolescente, ou se você, embora adulto, ainda enfrenta problemas no campo da leitura e compreensão textual, também poderá tirar proveito dos exercícios. Pegue, por exemplo, o exercício de discriminação auditiva do segundo vídeo e aplique com seu filho, adaptando o número de sons à idade dele – no vídeo indico 3 sons, mas você poderá alterar para 4, 5, 6 ou 7. Ao aplicar um exercício como esse, você começará a perceber qual a verdadeira amplitude da memória auditiva de seu filho. Vale lembrar que todos os exercícios indicados aqui permitem um grande número de variações e adaptações.

Dica do dia

Passemos então à dica do dia. Como disse no início do vídeo, a dica de hoje é sobre leitura em voz alta. Falarei um pouco sobre como e o que ler em voz alta para as crianças e quais os benefícios a leitura em voz alta proporciona a elas, principalmente na etapa que antecede a alfabetização.

Começo lembrando que o exemplo é fundamental. Pais, vocês precisam ler em casa, não só para as crianças, como também fazer leituras de livros do interesse de vocês. A criança só tomará gosto pela leitura por meio de um exemplo, ou seja, ela precisa ver um leitor, alguém que pratica o hábito da leitura. Hoje os pais parecem estar delegando tal função para os professores nas escolas. E sabemos que infelizmente muitos professores não gostam de ler. Portanto, é fundamental que a criança tenha um exemplo em casa. Ora, um garoto que sonha em ser jogador de futebol não cultiva esse sonho porque ouviu alguém falar sobre jogos de futebol, mas antes porque viu alguém jogando. Do mesmo modo, se você quer que seu filho tenha o hábito da leitura, ele precisa ter contato com um leitor de carne e osso.

Para deixar mais claro o que acabo de dizer, lerei dois parágrafos de uma crônica do jornalista Paulo Briguet, um escritor fantástico que foi à minha escola no início do projeto de fluência em leitura e memorização de textos – no canal do Youtube da escola Mundo Balão Mágico é possível encontrar alguns vídeos da visita do cronista, em que ele ouviu os alunos recitarem algumas poesias e lerem obras de escritores brasileiros, dentre elas uma crônica de sua autoria. Nestes parágrafos da crônica “Exemplos”, parece-me que ele conseguiu expressar clarissimamente o que busquei explicar a vocês.

Até um miserável pecador como este cronista às vezes tem a chance de dar um bom exemplo. Digo isso porque acabo de sentir uma das maiores alegrias da minha vida. Pedro, que está com 3 anos e meio, juntou as mãozinhas, abaixou a cabeça e fechou os olhos; justamente os gestos que costumo fazer antes das refeições. Não precisei lhe dizer uma palavra sobre a importância de rezar; ele a descobriu por conta própria, apenas observando. Detalhe: eu não estava presente quando a cena aconteceu. Quem me contou foi a dona Elia, minha querida sogra-mãe.

A força do exemplo me faz pensar na imagem mais antiga que levo na memória: meu pai lendo um livro à luz de um abajur no apartamento 13 da alameda Barão de Limeira. É impossível não gostar de livros, ou considerá-los uma tecnologia ultrapassada – como disse um líder das manifestações de rua – , quando se carrega na alma uma imagem tão simples e tão forte para sempre. E agradeço ao meu pai pelo exemplo. Graças ao amor pelos livros, sou um pouco menos burro e ignorante do que poderia ser.

Paulo carregou ao longo da vida a imagem do pai lendo à luz de um abajur e, graças a essa experiência, transformou-se em um grande escritor. Você tem de fazer o mesmo em sua casa: leia para que seu filho se transforme em um amante da leitura. No primeiro parágrafo ele nos apresenta um exemplo simplesmente fantástico: seu filho a fazer todos os gestos de uma prece antes de se alimentar, imitando as ações do pai – o que nos faz lembrar aquele trecho da “Poética” em que Aristóteles diz que o homem tende por natureza a imitar (embora o contexto seja obviamente outro). No dia-a-dia é possível perceber claramente que as crianças tendem a imitar alguma coisa. Portanto, caso você queira que seu filho ame a leitura e tenha o hábito de ler, ele precisará de um exemplo de leitor. E essa responsabilidade é quase que exclusiva dos pais.

Entrarei, agora, na técnica de leitura em voz alta propriamente dita. A primeira coisa a fazer é escolher um livro. Se se tratar de uma criança de 6 a 12 meses, opte por um livro com ilustrações, que chame a atenção dela, e lhe dê a oportunidade de manipular e folhear o livro. Para os bebês, indico os livros de pano ou de banho, cujo material facilita o manuseio. Depois disso, é preciso começar a ler a história. Leia-a uma primeira vez, mostrando as imagens para a criança.

Após a leitura, passe então à descrição das cenas presentes no livro. Faça uma descrição detalhada de cada cena. Se o livro traz, por exemplo, uma imagem de crianças se preparando para escovar os dentes, descreva os personagens (um menino e uma menina), as roupas que estão usando (um pijama de tal cor), diga porque estão subindo em um banquinho e o que estão pegando sobre a pia, fale que a água está escorrendo da torneira etc.

Caso seu filho já saiba falar, dê então início ao processo de nomeação. Aponte para uma parte da cena e peça que ele nomeie aquilo para o que você está apontando. Você também pode fazer o contrário: dizer uma palavra e pedir que a criança aponte para aquilo que você nomeou (por exemplo, “onde está o banquinho?”).

Uma segunda etapa é a evocação. Por meio de perguntas, leve a criança a outros episódios que não estão presentes na imagem em questão, mas que provavelmente aconteceram. Por exemplo, no caso da imagem das crianças escovando os dentes, provavelmente elas estavam dormindo antes de entrar no banheiro. Estimule, assim, a criança a imaginar uma cena que, embora não esteja ilustrada na página observada, contribuiu para que aquilo acontecesse. Com isso, você desenvolverá a linguagem evocativa.

Na leitura em voz alta você pode aplicar ainda outra técnica: a dramatização. Para tanto, mude sua entonação ao contar a história e dramatize-a para chamar a atenção da criança. Você pode em um dia usar uma entonação e em outro, uma entonação diferente. Isso é importante porque as crianças tendem a prestar mais atenção a tais aspectos prosódicos do que à realidade semântica do texto. No momento da nomeação, é evidente que você, desejando aumentar o vocabulário da criança, deverá chamar a atenção para o significado das palavras. Contudo, ao mesmo tempo, elas também estão atentas à forma como você lê, de modo que é importante conseguir fazer a dramatização da história.

Quais são os benefícios da leitura em voz alta para as crianças que estão na etapa que antecede a alfabetização? As pesquisas dizem que crianças entre 15 e 18 meses tendem a aprender uma palavra nova a cada sessão de exposição. Ou seja, basta apresentar uma palavra nova uma única vez à criança para que ela a absorva. Veja que fascinante! Isso não se repetirá com tanta força na vida de um indivíduo. Por isso é muito importante aproveitar o potencial que as crianças têm nesse período para memorizar palavras.

Outra questão importante: quando você lê um livro para uma criança, ela tem contato com um vocabulário muito mais rico do que aquele usado no dia-a-dia – dependendo, é claro, das obras selecionadas. Na conversação cotidiana, durante o jantar ou brincando com seus filhos, você não nomeia tantas coisas quanto no momento da leitura. Com um livro nas mãos você tem a capacidade de nomear aproximadamente 10 vezes mais do que conversando no dia-a-dia com as crianças. Assim, a leitura de livros aumenta o vocabulário muito mais do que a exposição à linguagem oral.

Não tenha receio de escolher obras de escritores clássicos e consagrados. Este ano lemos na escola um livro inteiro da Cecília Meireles chamado “Ou isto ou aquilo”. Distribuí as poesias entre os alunos de 3 a 10 anos e a escola inteira leu o mesmo livro, ficando cada turma com 2 ou 3 poesias. Se a criança tem a capacidade de, por meio de uma única exposição, aprender uma palavra nova, por que não aproveitar esse momento para introduzir um vocabulário riquíssimo? Não tenha receio de ler livros de grandes autores da literatura brasileira por causa de um linguajar que ainda não é adequado para as crianças ou porque contêm palavras que elas ainda não conhecem. Nem tudo o que você lê para uma criança tem de fazer parte da realidade dela! Não tenha receio de ler os clássicos da literatura infantil!

Um grupo de alunos de minha escola recitou a poesia “Universo”, de Mario Quintana, a qual termina com os versos “Treme a folha no galho mais alto / o resto é paisagem”. Essa experiência foi muito curiosa porque, a partir do momento em que decoraram a poesia, absorveram de tal modo o verso “o resto é paisagem”, que passaram a empregá-lo em outros contextos: durante uma aula, tendo a professora pedido aos alunos que prestassem atenção ao que ela estava dizendo, um aluno lhe disse: “é verdade, professora. É preciso prestar atenção a isso aí, porque ‘o resto é paisagem’”. Coisas similares já aconteceram várias vezes. Recordo-me também de estar apresentando certo poema aos alunos, quando uma criança o relacionou a trechos do poema “Preparação para a morte”, de Manoel Bandeira, que eu lhes havia ensinado.

Outra vez, ao fazer leituras em voz alta do livro “Fábulas”, de Monteiro Lobato, surpreendi-me, pois, na segunda semana, sem que eu pedisse, 3 crianças haviam comprado o livro. E isso começou a se repetir muitas vezes. À medida que eu citava ou lia um novo livro, as crianças pediam para que os pais o comprassem. Iniciou-se então uma disputa saudável entre os alunos sobre qual biblioteca era a maior (“minha biblioteca já tem 10 livros!”). Veja como a força do exemplo é importante: não solicitei nada e as crianças, por iniciativa própria, adquiriram os livros.

A leitura de autores clássicos tem o poder de gerar esse tipo de efeito que acabo de descrever e que, mais cedo ou mais tarde, acontecerá em sua casa, caso você comece a ler em voz alta para seus filhos desde que são ainda bem pequenos, muito antes de aprenderem a ler. Realizando esse trabalho de formiguinha, lendo dia após dia para eles, ao longo de anos, você estará contribuindo para que, depois de alfabetizados, tenham o interesse de adquirir e ler obras de grandes autores das literaturas brasileira e universal.

Indico aqui o “Dicionário crítico da literatura infanto-juvenil brasileira”, de Nelly Novaes Coelho, que adquiri por recomendação do Silvio Grimaldo. Nele você encontrará biografias de autores da Língua Portuguesa e a listagem das obras que escreveram para crianças. Eu sempre o consulto para saber mais sobre as obras e a biografia dos autores antes de selecioná-las. Fica a indicação desse livro, que me tem servido de guia para a seleção de obras.

Como as mães convivem com os filhos mais do que os pais, quero confessar que, na minha casa, quem lê mais para meu filho – que tem 8 meses – é a minha esposa. Eu saio para trabalhar e deixo uma lista de livros que ela fielmente lê para ele. Acredito que com vocês pode acontecer algo similar. Gostaria, portanto, de encerrar a dica de hoje com uma crônica do jornalista Paulo Briguet chamada “De carbono e ferro são feitas as mães” – a qual faz parte do livro “Aos meus sete leitores”.

Mãe não entende se você não come tudo que está no prato.

Mãe não aceita desculpas do tipo “Se os outros podem, por que eu não posso?”

Mãe responde: “Os outros não são meus filhos”.

Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega.

Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.

Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia:

“Eu já falei pra você comer tudo!”.

Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto.

Mãe fica assustada quando lê notícia de acidente.

Mãe fica assustada quando lê notícia de briga.

Mãe fica assustada quando lê notícia. Mãe fica assustada.

Mãe não está nem aí para os que os outros pensam.

Mãe foge com o filho para o Egito, montada em burrico.

Mãe tem sonho. Mãe tem pressentimento.

Mãe tem sexto sentido – e sétimo, oitavo, nono.

Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).

Mãe chora ao pé da cruz. Mãe chora em rebelião. Mãe chora se o filho é Messias ou bandido.

Mãe acredita.

Mãe não pode ser testemunha no Tribunal. Mãe é café com leite.

Café com leite, pão com manteiga, biscoito, bolacha de água e sal, banana cozida.

E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.

Mãe só tem uma, mas é tudo igual. Mãe espera o telefone tocar. Mãe espera a campainha tocar.

Mãe espera o resultado do vestibular. Mãe espera o carteiro. Mãe moderna espera e-mail. Mas espera.

Mãe sempre espera.

Mãe ama. Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade.

Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama.

A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais.

Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito.

Uma amiga costuma dizer:

“Pai é palhaço, mãe é de aço!”.

A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono.

Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os organismos vivos.

A mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo.

Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade. Mãe é de aço.

A esta altura você deve estar perguntando: “Mas por que esse cara está falando tanto de mãe?”.

A verdade é que eu não sei. Talvez seja porque a palavra mãe não tenha equivalente. Já notaram?

Mãe só rima com mãe.

Essa foi a dica de hoje. Espero que tenham gostado. Pratiquem-na e perseverem! Diferentemente das duas dicas anteriores, esta exige um pouco mais de perseverança, uma vez que vocês só colherão os resultados dela a médio e longo prazo.

Fiquem com Deus e até a próxima!


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38 Comentários


  1. Muito bom…
    Minha bebé tem 15 meses e já estou colhendo os resultados da leitura em voz alta.
    Ela já imita os sons de alguns animais e sempre que deita os olhos aos livros vai correndo ao encontro da mãe ou do pai para que leiam para ela.

    A cada dia ela aprende algo novo.
    Hoje pedi que ela fosse buscar o livro para eu ler e fiz o som do rugido do Leão. Ela foi dentre os livros e trouxe o livro certo.

    Estamos muito orgulhos com os pequenos resultados.

    Muito obrigada pelas suas dicas prof. Carlos

    Responder

  2. Olá Professor Carlos,
    Há mais ou menos 2 meses meio que por acaso descobri seu Blog, e continuei vendo os vídeos, em vários quis dizer alguma coisa, porém só agora descobri onde fazê-lo.
    Bem, neste 3º vídeo você fala da importância da leitura em voz alta. Tenho um filho de 4 anos Mauro Lucio e João Daniel de 1 ano. Durante todo o período gestacional exerci esta prática, e que se prolonga até hoje; quando eu não leio Mauro Lucio pede já com o livro na mão.
    Outro fato que quero compartilhar é que fiz um propósito de dar a ele um livro a cada “mesversário”.
    Hoje se deixar, sempre que vamos ao supermercado ele escolhe uma coleção. Aos 2 anos me lembro que fui ao shopping em Belo Horizonte/MG e o primeira loja que entrei foi em uma livraria só para dar uma olhadinha… quando me dei conta já era noite, e em momento algum ele pediu para ir embora nem beber água, claro que saímos com alguns para casa, ele queria mais.
    Com tudo, hoje ele têm uma fala fluente e lê com desenvoltura quase tudo. Às vezes me surpreende com palavras “incomuns” pela idade. Também consegui aplicar na prática, relatos que ouviu dos textos. Um deles que me chamou atenção foi ver Mauro Lucio explicando ao pai (que não gosta de ler) que o relógio da não pode parar e pediu ao pai para colocar a mão no coração (episódio extraído do livro “O Sentido da Vida” tradução de Luís Fernando Veríssimo. Esta cena me emocionou pois eu havia lido este livro já algum dia.
    Assisto aos seus vídeos e vejo que estou no caminho certo, como é gratificante! Sei que vou aprender muito com você.
    Também não posso deixar de mencionar sobre João Daniel, que se encontra na fase do balbucio, como tenho aproveitado suas dicas, e que gracinha é vê-lo executar comandos e imitar nossas ações. É só pegarmos um livro que ele corre para seu cantinho onde os livros que ele “pode pegar” estão à disposição e vem logo trazendo.
    Sou muito, muito grata por tudo.
    Que Deus continue abençoando sua vida e de sua família para que poça continuar abençoando as nossas.

    Responder

  3. Bom dia!
    Gostaria de dicas de livros para iniciar leituras para meu filho de 2 anos

    Obrigada

    Responder

    1. Obrigada por nos repassar um pouco do que sabe. Faz parecer que tudo é tão simples! Sou avó de um menino de 4 anos e meio, gosto muito de presenteá-lo com livros, assim como leio pra ele. Só gostaria que me orientasse de como fazê-lo interessar pelas aulas de inglês, única reclamação dele na escola, sua atividades em sala de aula não contém nada, recusa-se em fazê-las, em casa não quer fazer as atividades de finais de semana. Agradeço se puder me orientar.

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  4. Vídeo ótimo que vou compartilhar no meu face. Tenho dois filhos um de 7 anos e outro de 5 anos. Desde que eles eram pequenos sempre investi em livros pra eles, e algumas vezes levo eles para passearem em livrarias da minha cidade. Lemos pra eles em vós alta quase todos os dias. Confesso que terei que realizar mais dramatizações durante minha leitura a eles… Mas eles adoram livros e agora se apaixonaram por gibi. Queria saber qual sua opinião a respeito dos gibis.
    Gosto muito do teu trabalho, já indiquei seu ebook para muitos e como meu filho mais moço está na pré escola, seguidamente envio tuas ideias para a professora dele. Parabéns pelo teu trabalho!

    Responder

  5. Gostei muito do vídeo, tenho oito filhos e enquanto escutava o vídeo pensava na diferença que tem dos primeiros filhos, da que eu lia para ela desde bebê e dos que não dediquei muito tempo… Mas não vou chorar leite derramado porque ainda tenho dois bebês e embora já tenha dois na faculdade… Tenho outros pequenos e a partir de hoje vou colocar em prática o que aprendi….Daqui há alguns anos poderei contar pra vocês minhas experiências…. Obrigada…

    Responder

  6. Muito bom!! Gostei muito também de saber que sou de aço rsrs

    Responder

  7. Amo as dicas gostei demais d td q foi dito da prq ajudar mt msm principalmente eu q as vezes me perco na educação dos meus pequenos mais preciso saber minha pequena vai fazer cinco anos nunca foi no colégio esse qno vai estou ensinando em casa à alfabetizando em casa queria saber nessa idade é normal a criança escrever devagar e demorar para fazer a tarefa

    Responder

  8. Obrigada por nos repassar um pouco do que sabe. Faz parecer que tudo é tão simples!
    Vou aplicar isso a biblioteca da escola em que trabalho. Alias, se tiver algumas sugestões para a biblioteca, agradeço.

    Responder

  9. Estou adorando as dicas. E já estou ansiosa pelo início do curso.
    Parabéns pelo trabalho

    Responder

  10. Olá!! Este vídeo foi no mínimo inspirador. Aprendi muito. E você me tirou a dúvida de quais livros ler para minha filha Mariana de 2 anos. Agora sei que posso começar a comprar os clássicos e juntamente com ela mergulhar na leitura de um modo sistemático.
    Deus te abençoe!
    Dúvida: quais são os dois primeiros vídeos?

    Responder

  11. Olá professor Carlos,
    Estou adorando seu videos !Inclusive estou usando algumas de suas dicas na escola onde trabalho.
    Muito obrigado.
    Gostaria de alguma dica para lidar com a indisciplina na sala!

    Responder

  12. Olá Prof.
    Parabéns pelo trabalho! Seus vídeos são muito interessantes e valiosos. Obrigada.
    Interessante que quando engravidei, li muito sobre o desenvolvimento dos bebês ainda na barriga da mãe. Numa dessas leituras, tive o conhecimento de que os bebês conseguem ouvir e sentir os sons que vem de fora da barriga da mãe. E que quando eles nascem, são capazes de reconhecer tais sons, principalmente a voz da mamãe. Não é maravilhoso!?
    Depois de ter conhecimento dessas informações, comecei a comprar livros e CDs infantis. Muitas vezes, lá estava eu, a qualquer hora do dia, lendo e ouvindo músicas de ninar, de roda…para o meu bebê, que ainda estava na minha barriga.
    Quando minha bebê nasceu, continuei e continuo até hoje a contar as estorinhas e ouvir as músicas. Só que agora, com ela ao meu lado. É maravilhoso!
    Hoje ela em 2 anos e 4 meses. É muito esperta e adora músicas e livros! E também já tem uma pequena biblioteca em casa, rsrsrs.
    Vejo, com tudo isso, o quanto é importante a leitura, principalmente, este trabalho da leitura em voz alta. As crianças se encantam.
    Obrigada mais uma vez. Abraços.

    Responder

  13. Parabéns!!! Estou amando seus vídeos, uma pena que não tive conhecimento do blog há mais tempo, pois tenho certeza que a linguagem da minha filha hoje já estaria bem mais desenvolvida.
    A Melissa é minha primeira filha, tem 2 anos e 5 meses, e demorei a me dar conta dessa necessidade de estimular a linguagem dela, pura inexperiência mesmo.
    Comecei a perceber que ela estava demorando muito pra começar a falar e fui buscar ajuda profissional, então ela já tinha 1 ano e 10 meses quando comecei a estimular ela de fato. A diferença que faz é enorme e nítida, hoje ela já está começando a formar frases e sem contar que é um momento único e maravilhoso praticar essas “atividades” com ela, não há nada melhor e é ainda mais prazeroso quando começamos a observar os resultados.
    Fico muito feliz em ver que desde então eu venho fazendo um bom trabalho com ela pois pelo que tenho comparado com suas dicas, tudo está relativamente de acordo com os métodos que tenho praticado com ela. Mas é claro que sempre dá pra aprender uma dica nova e seus vídeos tem acrescentado muito. Por isso não poderia deixar de deixar o meu agradecimento. Um abraço.

    Responder

  14. Olá!

    Gostaria de agradecer pelo conhecimento compartilhado aqui no site! Que sorte ter acesso a ele! Meu filho Gabriel, de 1 ano e 5 meses, que antes estava agitado e dando muitas birras, e quase não atendia a nossos chamados, se mostra agora mais alegre e interessado em se comunicar conosco… O que causou essa mudança? Eu desliguei a tv, guardei o celular e o notebook (objetos pelos quais ele tinha verdadeira fascinação), além do excesso de brinquedos disponíveis, e iniciei a estimulação auditiva, lendo para ele em voz alta e dedicando mais tempo a olhar nos olhos dele, conversar e brincar. Simples assim! Que surpresa!
    Me tornei fã do site e agora sinto confiança de que poderei colaborar ativamente na alfabetização de meu filho.

    Muito obrigada,

    Taíse

    Responder
    1. Pamela Arumaa

      Olá, Taíse. Que ótima notícia! Também experimentamos isto quanto retiramos a TV e os eletrônicos. Impressionante, não é mesmo? Só quem passa por isso consegue ter a real percepção da importância de tal atitude e da prática da estimulação auditiva ao invés da visual. Parabéns!

      Pâmela Arumaa
      Suporte

      Responder

  15. Amei as dicas mas tenho um problema serio com minha filha de 3 anos ela nao tem paciencia pra ouvir historias eu começo a ler logo ela quer tomar o livro ela me atropela e vai contando o que ta vendo no livro.

    Responder

  16. Obrigada!
    Cada vídeo uma dica que nos ajuda na prática.
    Deus abençoe!

    Responder

  17. Professor,
    Parabéns pelo belo trabalho.
    Não estou conseguindo encontrar o livro 365 Histórias de Encantar para comprar. Alguma dica de onde posso achá-lo?

    Responder

  18. Primeiro quero parabenizar pelo projeto. Muito enriquecedor! Uma curiosidade sobre o vídeo de hoje (leitura em voz alta): O professor falou do exemplo da leitura. Ok, concordo! E quando esse leitor faz muita leitura on line, no computador ou iPad? Pois quando lemos para as crianças os livros não são virtuais. Ainda assim estamos dando exemplo de leitura? O que o professor acha? Obrigada pela atenção.

    Responder

  19. OLá professor,venho pedir sua orientação meu filho tem 6 anos,fará 7 em Dezembro?está no 1 ano,e está tendo muita dificuldade para ler.Ele reconhece as letras,tem um pouco de dificuldade nos fonemas. Enquanto os coleguinhas já leem ele não.Ele mudou de escola esse ano,é não teve esse estímulo ano passado nem com letra cursiva,ao questionar na escola anterior me diziam que não tinha idade para essas tarefas,agora ele está atrasado qto aos seus colegas.Segundo a pedagoga da escola atual ele é letrado não alfabetizado.

    Responder

  20. Estou gostando muito das dicas, comecei a aplicar com meus filhos e já estou vendo resultados. Muito obrigada pelo trabalho maravilhoso.

    Responder

  21. Os vídeos estão me ajudando até profissionalmente, já que não sou de engolir qualquer teoria. Muito obrigada.

    Responder

  22. Muito bom o vídeo… obrigada por ajudar na alfabetização das crianças…

    Meu filho tem dois anos e meio e adora livros, porque eu sempre levo um para ele.. mas não sabia dessa técnica e não fazia algumas coisas bacanas que mencionou hoje no video.. vou começar a fazer imediatamente.. depois conto o resultado..

    abraços,

    Responder

  23. Professor, parabéns por este trabalho tão sério. Estou anotando suas dicas e vou aplicá-las.

    Responder

  24. Site espetacular. Parabéns prlo trabalho e pelo material produzido. Tenho aplicado algumas destas técnicas desde que minha filha fez 10 meses. Hoje ela está com 1 ano e 9 meses e tem um vocabulário muito superior as outras crianças que conheço ao meu redor. Ela ainda não foi para a escola como os filhos dos meus outros amigos e não pretendo colocar antes dos 3 anos. Muito obriagdo

    Responder

  25. Olá Carlos,
    Quero parabenizar a você e todos envolvidos na alfabetização de crianças de uma forma muito mais eficaz que a atual aplicada nas escolas.
    Tenho uma dúvida, meu filho tem 5 anos e faz 6 em fevereiro, e ano que vem vai para a 1a serie e confesso que estou muito preocupada. Apesar do Arthur reconhecer e escrever todas as letras do alfabeto e ter um desejo muito grande de saber o que está escrito em tudo que vê tem muita dificuldade de pronunciar a maioria dos sons (está sendo acompanhado pela fono) porém para aprender da forma proposta através dos sons como eu devo ajuda-lo? Tem mais algumas dicas para esse caso?
    Fiz a dica do som do avião para a letra “v” e ele falou pela primeira vez da forma correta palavras com a letra “v”. (ficamos muito felizes!!!)
    Agradeço muito se puderes me ajudar!
    Obrigado!
    Paula Picolli

    Responder

  26. professor Carlos preciso de ajuda para que meu filho de 7 ano possa aprender a ler. Não sei mais o que fazer,pois a leitura dele é muito precária para a idade dele.

    Responder

  27. Muito bom professor Carlos!! Estou aproveitando muito suas dicas, apesar de minha filha de 4 anos e oito meses não ter muita paciência para os exercícios, sigo fazendo todos os dias nem que seja dois minutos. Espero que minha persistência mude a impaciência dela. Fiquei muito feliz ao assistir as dicas de leitura, assim vou aprimorar algumas coisas que eu já fazia e outras que não tinha pensado em fazer, muito bom.
    Tudo de bom pra ti nesse trabalho!

    Responder

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